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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Além das ciclovias, opções para Santa Cruz do Sul


 
Objetivo deste texto é estimular o pensamento a respeito do transito e da cidade, sem intenção de ser conclusivo ou definitivo.

Consultar/ estabelecer e divulgar as regras para uso das ciclovias.
 
Quem e quando pode utilizar a ciclovia.
Pesquisar o Transporte Ativo
Legislação Municipal no Rio de JaneiroLei Nº 14.483, de 27 de DEZEMBRO de1995. REGULAMENTA A UTILIZAÇÃO DE CICLOVIAS E CICLOFAIXAS 
(http://transporteativo.org.br/ta/?page_id=384)

Pedestre caminhando= calçada
Corredor= ciclovia
Bike elétrica (homologada)= ciclovia
Skatista em movimento= ciclovia
Skatista e ciclista caminhando= calçada

·         Vai ser necessário investir em educação para o transito, inclusive dos ciclistas na ciclo faixa.

Ciclo faixa apenas para domingos e feriados, principalmente na área central da cidade quando o número de veículos estacionados é reduzido. Alguns exemplos são Porto Alegre, Curitiba, Garibaldi e Bento Gonçalves. Opção de utilização de corredores de ônibus e outros espaços públicos para esta finalidade;

Calçada compartilhada.
Onde não existe espaço para ciclovia/ ciclo faixa a calçada é dividida com uma linha longitudinal divisória do espaço reservado para pedestres e o definido para ciclistas. Utiliza espaço que já está disponível e nem sempre sendo utilizado.  Ver experiência negativa da ciclovia do lago dourado onde existe desrespeito de muitos ciclistas e também de pedestres;
Novamente lembrar da educação para o transito.

Parques e espaços público/ privados para o uso como ciclismo
Definição com regulamentação para uso de espaços por ciclistas. Exemplos são Campus UNISC, Parque da Gruta, Parque Europa;

Bicicletarios próximo a ciclovias, locais públicos
Instalação de mais bicicletarios e incentivar a instalação destes em empresas;

Ciclovias ligando cidades
Ciclovias de ligação entre as cidades de Santa Cruz do Sul, Vera Cruz e Sinimbu seria uma boa oportunidade de incentivar o uso da bicicleta, comercio no interior, Rota do Rio Pardinho e o turismo/ cultura local.

Incentivar o aluguel de bicicletas
Possibilitar que turistas e mesmo moradores locais possam utilizar a bicicleta como meio de transporte e ciclo turismo. 

Roteiros de Ciclo turismo regional
Criação de roteiro de ciclo turismo com mapa, indicações, opções de parada, aluguel de bicicletas e hospedagem para ciclistas e turistas que queiram conhecer as belezas da região com a uso da bicicleta. Vale lembrar que a bicicleta é com certeza um meio mais ecológico de transporte e que permite uma maior contato com a cultura local. Roteiros que conectem trechos de beleza natural cultural dos municípios próximos.

Para refletir

Ciclovia é um local seguro?
Ciclovia nem sempre é sinônimo de segurança. Atenção nas esquinas! A Falsa sensação de segurança, ou de estar em local seguro, pode levar ao descuido. Exemplos são alguns casos de atropelamento de ciclistas na ciclovia e inclusive ciclista colidindo com ciclista na ciclovia. Importante a observação do estado de manutenção e conservação das ciclovias, a inclinação falta de manutenção e limpeza e o uso de tinta escorregadia para a pintura de ciclovias é um agravante. Algumas vezes a ciclovia representa ser um espaço destinado a cavar buracos sem afetar o transito de veículos automotores.

Circulação de algum lugar até outro
Para ser uma opção de locomoção a ciclovia precisa ser opção de chegar algum lugar. Necessário interligar as ciclovias do Distrito Industrial com rua Barão do Arroio Grande, Paul Harris, UNISC, Rodoviária, Centro e Linha Santa Cruz;

Divisão do Espaço Publico
Dividir o espaço público em faixas, corredores de ônibus, estacionamento, calçadas, faixa da direita e esquerda. Sentimento de propriedade onde cada um é dono do seu espaço reservado em contra partida ao sentimento de compartilhamento onde todos usufruem o mesmo espaço. Opção de divisão/reserva do espaço deve chegar a falta deste espaço. A opção de compartilhamento só é possível com educação e respeito. Isto vale para outros setores da sociedade. 

Cidade planejada para todos
Só encontraremos exemplos em países de primeiro mundo. Na Alemanha por exemplo é possível encontrar locais onde estradas, pontes e viadutos foram planejados também para ciclistas e pedestres. Construção de viadutos, tuneis, faixas e passarelas que permitam o movimentação de ciclistas da mesma maneira do que os veículos movidos a motor em muitos casos sem um interferir na circulação do outro.
Aqui isto seria um sonho que implica em uma mudança de comportamento que precisa estar mais focado no bem público e não apenas na propriedade do espaço.
Utilizar o espaço público, sobre os arroios canalizados com recursos públicos, para a função pública com ciclovias e faixas para pedestres. 

O que falta para mais ciclovias

Levando-se em consideração que o custo para a construção de uma ciclofaixa/ ciclovia, se comparado a outras opções, é relativamente pequeno, o que falta para termos mais ciclovias?

Com vontade política e conhecimento;
limitações do espaço físico e da verba pública,
não serão impedimentos;

Escrito por Luiz Maganini Faccin
Santa Cruz do Sul, RS
Janeiro de 2019

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Psicologia para mais segurança

No livro Le Tao Du Velo, o experiente ciclo turista francês escreveu que:
Para ser mais respeitado por motoristas o uso de alforges grandes ajuda.
Escreveu também que algumas vezes utiliza barras metálicas fixadas aos bagageiros da bike, principalmente em regiões onde não existe cultura ciclística. Estas barras tem a finalidade de dar mais segurança ao ciclista, pois os motoristas toma cuidado quando percebe que a pintura do carro pode ser danificada.

Livro: Le Tao Du Velo, Petites Méditations Cyclopédiques, Julien Leblay. Transboreal, Paris, 2010

Julien já pedalou nos cinco continentes e usa uma bicicleta com carga que atinge um peso total de até 75 kg. Com certeza alguma barra de alumínio do tipo “trilho de cortina” não faz tanta diferença no desempenho sem compromisso.

O leão não ataca um elefante, ou uma pessoa sobre um Jeep, pois ele visualiza apenas um animal maior do que ele. Muitos motoristas agem como animais e desviam do ciclista apenas como defesa e não por respeito ou qualquer outra consideração mais humana que deveria ter com a vida do seu semelhante. Os animais se unem para garantir a sobrevivência, seja na caça ou na defesa. O motorista é pior, pois se junta a maquina e parte para o ataque do qual também é vitima.
A pintura do veiculo passa a ser mais importante do que a vida do ciclista no transito. É um mundo materialista e individualista.

Esta idéia para mim foi nova, mas já pude comprovar algo semelhante de outras maneiras.
Ao pedalar a noite, principalmente quando sozinho, percebi que utilizando a luz traseira no modo continuo sou mais respeitado. A conclusão que chequei é que o motorista presta mais a atenção na luz continua porque nem sempre identifica logo de se tratar de um ciclista. Ele fica na duvida, pode ser um trator, uma moto, um carro velho com uma luz queimada. Qualquer destas opções representa um risco, nem que seja de estragar o carro.

Algumas vezes faço a limpeza da rua em frente ao local de trabalho para retirar a terra e areia. Ao varrer a rua e juntar a terra corro o risco de ser atropelado mesmo quando uso os cones de sinalização na lateral da rua. Os cones plásticos apesar de bem visíveis não representam um risco para os veículos. Quando utilizo a lata e a pá metálica, no mesmo local do cone, o respeito passa a ser maior.
A lata é mais importante do que a minha vida, mesmo que eu seja bem maior do que ela. A lata é uma embalagem de tinta com capacidade de 25 litros.
A lata é um objeto estranho, não se pode ver o que tem dentro e pode ter muito peso.
O cone é um objeto conhecido, leve e não representa risco para o veiculo.
O meu corpo é só mais um na rua. O meu corpo é semelhante a tantos outros que estão lá para atrasar o pobre coitado do poderoso motorista, que não pode perder os preciosos segundos, pois está atrasado para chegar na fila de veículos que já esta formada na próxima esquina.
O cone de sinalização não é nada;
O lata é um risco;
O pedestre ou o ciclista é um inimigo a ser combatido.
A regra deve ser a mesma de alguns animais: para se proteger pareça maior do que realmente é.
Esta deve ser a teoria da lata?
Vamos pendurar latas e espelhos no bagageiro!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Mais um ciclista atropelado


Qualquer comentário sobre este acidente sem mais informações é apenas suposição, mas vamos supor um pouco:
- Será que o ciclista estava mesmo querendo atravessar a pista? ou estava andando na pista em alguns daqueles trechos onde a concessionária transformou o acostamento em terceira faixa?
- Será que o primeiro motorista freou quando avistou o ciclista em cima da pista? ou apenas desviou um pouco, sem reduzir a velocidade, para não perder alguns segundos da viagem?
- Será que os motoristas estavam respeitando a velocidade máxima permitida na rodovia?
- Será que o motorista, segundos antes do acidente, tinha noção que o que/quem estava em cima da bicicleta era um ser humano? ou só descobriu isto depois?
- Será que o motorista respeitou a distancia prevista de 1,5 m ao ultrapassar o ciclista? será que se esta distancia tivesse sido respeitada o ciclista não estaria vivo?
- Será que a viagem dos dois motoristas ficou mais rápida depois do atropelamento?
- Será que o segundo carro estava respeitando a distancia minima do carro da frente?
- Será mesmo que apenas a bicicleta foi atropelada duas vezes? e neste caso o ciclista morreu apenas devido ao tombo!
- Supondo que os motoristas estão dizendo a verdade e o ciclista morreu apenas devido ao tombo, será que estava usando capacete? Neste caso não acredito que fosse suficiente para salvar sua vida, mas talvez apenas devido ao tombo!
- Será que o primeiro carro bateu apenas o espelho na bicicleta? Pense no formato e tamanho de uma bicicleta e a altura do retrovisor de um carro. Se o ciclista estava atravessando a rodovia, como e onde apenas o retrovisor atingiu apenas a bicicleta?
- Se apenas a bicicleta foi atingida porque quando a policia chegou ao local o corpo do ciclista, já morto, estava na pista do sentido contrário?
- Será que a culpa não era toda do ciclista? pois ele era "pobre" e não estava usando carro!

O local e a rodovia do acidente já foi utilizada em vários brevets, inclusive nos dois brevets de 1000 km realizados no Brasil, já era perigosa e esta cada dia mais intransitavel, inclusive para carros. Nós até podemos ser " vagabundos" e " sem nada para fazer" e usarmos a rodovia para tentar pedalar por esporte ou lazer, mas é quem precisa usar todos os dias para chegar em casa? e o agricultor que precisar andar na rodovia para chegar na sua lavoura/ local de trabalho? E as crianças que vão para a escola?...
Quando vai acabar a matança? quando vai existir acostamento em toda extensão da rodovia com pedágio? Até quando vai ter mentira e morte por dinheiro?