terça-feira, 14 de junho de 2011

Faça no Paris Brest Paris

Larga no primeiro grupo/largada de 90 horas- isto é muito importante- se você largar mais atrasado vai pedalar com os ciclistas mais fracos e que estão se atrasando;
Não se preparou o suficiente? Na hora da largada será tarde para lembrar-se disto, então esqueça;
Não ande a milhão junto com os mais rápidos para não cansar antes do tempo, deixa eles e vai ao teu ritmo;
Concentra-te na prova e deixa os passeios para depois, descansa antes da largada, dorme cedo;
Não combine de pedalar com outros- vai ter companheiros de montão durante o percurso, mais de 6000;
Leva euros na carteira;
Coma bastante;
Pode tomar a água da torneira;
Não esqueça o corta vento;
Não esqueça a escova de dente, mas pode até dispensar o banho;
Na madrugada pare em alguma vila medieval, sente na escada de uma casa, ou na calçada, para fazer um lanche e fique assistindo a passagem dos demais ciclistas;

Pedale com um grupo de espanhóis, com outro de suecos, com outro de franceses, mas não fique na frente do grupo, pois eles não gostam e geralmente nem deixam com medo dos tombos e de perder o ritmo;
Pare para pegar algum biscoito ou água com alguém que esta oferecendo a beira da estrada;
Economize energia pois poderá fazer falta mais tarde;
Pare no Café Du Centre em Sizun para tomar um café, ou um sorvete e fique apreciando a vista da cidade e da igreja por alguns minutinhos;
Se conseguir, pedale com alguém que esteja usando uma bike fixa;
Siga o caminho tentando entender adivinhar como se pronuncia o nome das cidades;
Pare em algum lugar bonito para comprar um cartão postal;

Nos PCs, pegue um jornal e traga a pagina que tem as noticias do PBP;
Se avistar na estrada, pare para pegar uma maça em alguma macieira;
Use uma fita isolante sobre o ciclo computador e pedale no ritmo constante e confortável, não veja os quilômetros e nem as horas a não ser quando chegar aos PCs.
Deixa o celular desligado enquanto pedala;
Pedale com o relógio a favor e nunca contra;
Durma na madrugada e saia do PC com folga de tempo para o caso de algum imprevisto. Use o despertador que pode ser o celular que não esta com a bateria descarregada;
Não se irrite com os espanhóis que furam a fila para carimbar o passaporte no PC e nem com os japoneses que te atrasam porque não entendem o que tem para comer no restaurante;
Bata com a palma da tua mão direita na mão das crianças que estarão na beira da estrada;
Se estiver chovendo na madrugada e você encontrar um senhor tocando gaita no 1/2 da rua, pergunte para ele porque esta ali!
Se logo depois da largada avistar a beira da estrada um grupo de franceses, ao lado de uma mesa tomando vinho e comendo queijo, não se assuste, você esta na França;
Se for passar creme na hidratante/contra assaduras na bunda, não perca tempo procurando lugar para se esconder, baixa as calças e passa ali onde estiver;
Deite alguns minutos na grama para descansar, de dia, mas não durma;
Se desistir quando chegar em Brest, retorne pedalando, mas não perca o horário do PC seguinte;
Se pensar em desistir na madrugada, deixe para desistir de dia;
Se pensar em desistir de dia, lembre se que vai arrepender-se depois e dai será tarde;
Lembre se que vai sentir vontade de desistir;
Ande mais rápido se estiver atrasado;
Se durante a ultima noite avistar alguma coisa estranha enquanto pedala, balance a cabeça, se sumir, era uma alucinação. Se não desaparecer, pode até ser real, tente balançar a cabeça novamente, por via das duvidas continue pedalando;
Se alcançar uma velhinha pedalando sem capacete, com cabelos brancos e rosto cheio de rugas lembrando a tua vovó, não te assusta se ela pedalar mais do que você. Não é ela que pedalar demais, mas você que pedala pouco;
Se tiver algum idióta querendo apostar corrida contigo a poucos kms da chegada, manda-o tomar no _ _ pois mais de 2000 ciclistas já deverão ter completado o PBP, mas antes descubra se ele entende português, se ele entender, fale baixinho ou tente em italiano, russo...;
Na madrugada da ultima noite não pedale muito perto de outro ciclista, pois ele poderá cair a qualquer momento;
Quando estiver a 40 km da chegada e encontrar algum ciclista caído na grama dormindo, grite para tentar despertarlo, mas não pare, pois será inútil;
Se por acaso encontrar uma americana loira e gostosa, usando uma bermuda ASSOS vermelha e pedalando bem, ande algum tempo no vácuo, se falar com ela, diz que eu mandei lembranças!!
Depois da chegada você poderá dormir no ginásio, mas tem um chulé por lá, cuidado para não ficar desacordado por muito tempo;
Depois da chegada você poderá comprar alguma foto sua, mas o preço é alto, e daí, você não vai voltar lá na semana seguinte;

Se tiver mais dicas depois de voltar, escreva.

Boa sorte!

domingo, 12 de junho de 2011

1001 Miglia na Revista Bicicleta

Saiu uma reportagem na Revista Bicicleta (nº06-junho de 2011) sobre a participação dos dois ciclistas gaúchos (Isac e Rubens) no 1001 Miglia 2010.
Titulo da reportagem: 1600 km em 5 dias de pedal.

Vai lá a compra a Revista

sábado, 28 de maio de 2011

A história do Kibafo Cacauete rumo ao PBP 2011

O Kibafo é amigo do Chim Pam Zé Mirtillo, mas tem uma personalidade bem diferente. Ele é hiperativo, atrapalhado e tem muita auto confiança. Kibafo é executivo de uma grande empresa e esta sempre correndo, tem 48 anos de idade, mas às vezes representa ter menos. Não costuma ser organizado e faz muitas coisas de maneira corrida, de forma mal pensada, ao menos em relação aos brevets. Tentou varias vezes fazer a série de brevet até 600, pensou até em fazer o brevet 1000 em 2009, mas nunca havia completado o brevet de 400. Devido aos compromissos de trabalho, tombos, lesões e outros problemas desconhecidos deixou de completar a participar dos brevets. O Kibafo é um fracassado enrustido. Fracassado, pois não consegue muitas das coisas que quer. Enrustido porque representa muito bem a posição de sucesso, talvez devido as suas várias viagens, seu cargo e salário. Para chegar ao cargo que ocupa nunca ficou preocupado se era preciso pisar em cima ou derrubar alguém, o importante é que ele estava lá e por isto se sentia confiante. É fã da ideia de que o que interessa é o resultado não importando o que esta no ½ do caminho.
Em 2009 pedalou o brevet de 300km e não pode pedalar o brevet de 400 realizado no estado da Bahia. No final de semana em que foi realizado o brevet de 400 do Amapá ele estava viajando a trabalho na Groelândia. Decidido e confiante, acostumado a negociar, não teve duvidas e tentou comprar a homologação do brevet de 400 com o organizador. Ofereceu uma boa grana, mas o cara era chato e não quis conversa.
Em 2010 durante o brevet de 200km organizado em São Jervázio errou o caminho do brevet. O Organizador havia prometido que haveria uma placa na entrada para o Hipopotódromo onde estava o PC-2. Sem prestar a atenção na carta de rota desenhada pelo Peitudo, chegou a um trevo, olhou a direita e viu uma estrada asfaltada e plana, deveria ser ali. Seguiu por 5 km e chegou exatamente no final da estrada. Perdido e cansado pegou o celular e ligou para o organizador que naquele momento estava dirigindo para pegar a sua filha de 9 anos que estava na beira da estrada indicando a entrada para o PC. O organizador tentando ajudar pediu para ele retornar para a estrada principal que alguém estaria a sua procura. O Kibafo retornou para a outra rodovia e seguiu na direção correta. Encontrou outra entrada, na duvida e indignado ligou novamente para o organizador que tentava imaginar onde o Kibafo estaria. O sol do ½ dia esquentou a sua cabeça e ele gritou para o organizador: “que audax de merda e este que não tem uma indicação na estrada?”. O organizador disse um generoso: “merda é tu que não consegue nem olhar o mapa e encontra o caminho, a tua sorte é que está perdido e eu não sei onde você esta agora. Procura que tu vai encontrar o PC, quando chegar lá, come e bebe alguma coisa e depois pensa no que tu me disse!”. Depois de chegar no PC fez o óbvio, comeu e bebeu e desistiu do brevet, mas não fez o que deveria, pedir desculpas ao organizador. Decidiu reclamar por e-mail e pediu a devolução do valor da inscrição pois não havia ficado satisfeito. O organizador depositou o valor na sua conta. Kibafo recebeu o e-mail de retorno avisando que o depósito havia sido realizado e que não se tratava da devolução do valor da inscrição, mas de um pagamento para que ele nunca mais participasse de algum brevet organizado em São Jervázio. Depois o Kibafo fez o brevet de 200km no Chuy e não errou o percurso.

No brevet de 300km e teve que ser resgatado pela organização. Sorte que não foi grave, estava de capacete. Tentou o brevet de 300km novamente 40 dias depois, mas perdeu o passaporte provavelmente no ultimo PC do brevet. Completou os 300km, mas o seu tempo não foi homologado pois perdeu o documento oficial do brevet. Nem reclamou e nem tentou comprar o organizador, pois era aquele mesmo chato. Até pensou em pedalar um brevet na Conxinchina na sua próxima viagem, mas teria que retornar dois dias depois e isto atrasaria a sua agenda..
A série de 2011 começou mais cedo, classificação para o PBP a vista. Pedalou os brevet de 200, 300 e 400 sem problemas. No brevet de 600km andou muito tempo com o Chim Pam Zé Mirtillo, mas no final estava muito lento. Não podia deixar de participar do PBP. No brevet de 600, aquele sem chuva e com percurso mais plano, montou um esquema de apoio digno de um Faraó. O amigo do trabalho foi com a Besta (o veiculo mesmo) e tinha lugar para transportar de tudo. O amigão que gosta de eventos de aventura preparou até alguns pratos de massa para a chegada do Kibafo em alguns PCs onde não havia restaurante. Na primeira noite o Kibafo e mais alguns amigos utilizaram a estratégia de usar o carro de apoio, a Besta, para iluminar a estrada, assim estava bem mais fácil e nem precisava farol. A organização foi avisada por outro ciclista (sempre tem um dedo duro nos Audax! Pode ter certeza disto.) e eles foram pegos. Ficaram 15 minutos escutando um sermão na madrugada do organizador chato. O organizador chato, que de chato não tem nada, disse que se isto se repetisse eles estariam desclassificados. Na realidade poderia ter desclassificado a todos, mas não quis ser tão radical. Ficou até com pena da falta de espírito Randonneur dos ciclistas. “Se eles realmente gostam da modalidade irão aprender o que significa isto”.
Na ultima noite, nas ultimas horas do brevet de 600 km, o kibafo fez as contas, com sono, bunda assada, mãos doloridas, vontade de desistir, mas pensou na medalha de Super Randonneur, igual a do seu amigo Tedesco Bugiardo. E o PBP? E foda-se, ligou para o amigo da Besta e combinou o local na entrada para a cidade de Mentiroba. A organizador chato estava ocupado socorrendo em ciclista acidentado e segundo veiculo estava procurando um outro perdido que não olhou o mapa da carta de rota. Kibafo pegou carona por 16 quilômetros, reabasteceu as garrafas com isotônico PowerGuids, comeu pizza, colocou 2 Power Gel no bolso e ainda passou Hipoglóis nas assaduras. Reiniciou a pedalada e alcançou o Chim Pam Zé Mirtillo, mas logo os dois estavam no mesmo nível de lentidão. Completou o brevet de 600 junto com o amigo.
Até hoje não entende como o organizador chato desconfiou do apoio extra, só pode ter sido um FDP de um dedo duro, mas ninguém viu nada?
O Organizador chato sabe que dois mais dois não é três, mas não tem provas para incriminar o espertalhão. Ficou triste em saber que existe gente tão ignorante que quer mentir para si mesmo, que não entendeu nada do que significava desafio pessoal, superação... Desabafou com os organizadores amigos sobre o acontecido.
O Kibafo também escreveu a frase mágica: Estou pronto para fazer o Paris Brest Paris. Quando visitava o blog da organização do brevet, pode ler o relato de um senhor de 76 anos de idade que havia completado o brevet 20 minutos antes do que ele. Nunca parou para pensar que, alguém com 28 anos a mais e com muitas outras dificuldades, havia completado o mesmo brevet de 600km, sem carro de apoio e sem pegar carona.

O organizador preferiu ficar mais feliz pelo senhor de 76 anos e duas mulheres que haviam pedalado o brevet de 600, a ficar pensando no super espertonneur.
Para realizar a sua pré inscrição o Kibafo delegou a tarefa para a sua secretária Marilu. A coitada teve que ligar duas vezes para o representante ACP Brasil para entender o que era preciso e onde descobrir os números das homologações. Kibafo, mesmo ocupado, teve que ajuda-la pois a desgraçada não conseguia entender o que era série de 2010, homologação...
Pré- inscrito, inscrito, equipado, passagem comprada, hotel reservado, precisa mais alguma coisa?
Seu planejamento para o PBP:
Apoio do amigo nos PCS com carro alugado
1200km dividido por 90 horas= 13,33 km/h
600 em 40 horas, mais 600 em 40 horas= 80 horas
Apesar de todo apoio, comida, Powerguids, Power gel, Plutonina na veia, o Kibafo sofreu muito durante o Paris Brest Paris. Inaugurou a sua bike nova de carbono marca Italiana Chinarello modelo Ultraleving equipada com Sram X21. Bike com a qual ele não estava acostumado, mas tinha feito BikeFit. Usou pneus Schwalbe Mega Leve Ultra Lighting Competition, o mais rápido testado no Velodromo de Milão. Usou selim Fizik Titanik nell Cullo.
Furou um pneu no km 16 do brevet,........

Hei! Alguém imaginou que o kibafo completa no PBP? É possível.
Também é possível que ele pegue apoio indevido no PBP, que ele fure a fila no restaurante, que ele não respeite o semáforo a as leis de transito na França. Também é possível que ele chegue no PC do km 910, sem saber que muitos ciclistas já completaram os 1227km e estão dormindo no hotel , e peça para a organização cancelar o PBP porque pedalar na ultima noite com sono esta muito perigoso. Também é possível que ele erre o caminho, chegue atrasado no PC, desista no km 1002 ou caia de sono no km 1202 e não acorde antes da manhã seguinte quando o PBP já estiver acabado. Também é possível que ele pedale os 1227 km e chegue atrasado sem ser brevetado. Também é possível que ele complete o PBP com 89 horas e na chegada fique disputando a dianteira com algum Frances que não está nem ai com a classificação pois sabe que uns 4000 já chegaram e que mais uns 800 irão chagar logo depois. Também é possível que ele aprenda um pouco de humildade, que e se emocione com os velhos e crianças que ficam oferecendo ajuda ao lado da estrada, com aqueles que ficam na madrugada gritando boa sorte para os ciclistas. O que sei é que os pequenos Kibafos não valem nem o tempo necessário para escrever estas palavras. Mesmo que ele conclua o PBP sua medalha será oca, pois ele não entendeu o principio mais básico do que é ser um verdadeiro randonneur.
“Para ser um bom Randonneur é preciso ter um pouco de gente dentro de si!”
Felizmente o Kibafo faz parte de uma minoria e poucos irão se ver nesta historinha, bem diferente do Chim.
Esta história é baseada em fatos reais. O Kibafo Cacauete não é real, mas existe em alguns momentos.. Você não encontrara o Kibafo em relatos de brevet passados pois ele não escreve tudo o que realmente aconteceu em seus raros textos. Um organizador de brevet pode identifica-lo com mais facilidade.

Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com fatos da vida real não é mero acaso. Todos os direitos reservados!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Fleches 2011

As três Flechas Santa Ciclismo 2011 acertaram o alvo, ou seja, tiveram sucesso apesar do clima.

Equipe Ijui Bikers, By Super Randonneur Mogens
Pedalou na quinta e sexta feira e se safou das tempestades, mas fez um trajeto com muitas subidas.

Outras duas equipes sofreram com o clima de diluvio e tempestadas da sexta santa a noite e manhã de sabado.

Fotos da Equipe Santa Maria Ciclismo, para ver: Clique Aqui!

Relato da equipe de Ijui, para ler: Clique Aqui!

Fotos Equipe Audax Floripa

Parabéns aos "Fleches"

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Definições sobre as Fleches

Fleche= Flecha
Concentração= local de chegada, ou melhor, local onde as equipes se encontram após terem pedalado durante às 24 horas. Também é o local em direção a qual as equipes pedalam. Este local é definido pelo organizador.
Carta de rota= o mesmo que aqui costumamos chamar de passaportes. È a folha onde o capitão de equipe vai pegar os carimbos e comprovantes de passagens nos locais do percurso. Anexo a este passaporte pode/devem ser colocados os comprovantes diversos de passagens nos locais, exemplos: cupom fiscal, ticket de pedágio. Anexar fotos dos principais pontos é aconselhável. Sem estes carimbos e comprovantes o organizador pode recusar o passaporte e em conseqüência a homologação da fleche da equipe.
Taças e desafios= os descritos no regulamento Fleche Velócio, não são aplicados ao Brasil. Outros desafios podem ser criados em âmbito nacional.
Responsável pela organização= 1- Capitão da equipe;
2-os organizadores das respectivas Fleches conforme o calendário ACP que consta no site: http://randonneursbrasil.com.br/
2- representante ACP para o Brasil;
Formalidades de inscrição para cada equipe= consultar os organizadores das Fleches conforme o calendário ACP que consta no site: http://randonneursbrasil.com.br/
Homologação= devem ser realizada com o representante ACP para o Brasil, este encaminha o arquivo padrão para ser homologado no Clube Audax Paris (ACP).
Valor da homologação, a ser pago para a ACP é 4 euros por equipe. Este valor não cobre despesas de envio dos certificados aos ciclistas ou organizadores, seguro de acidentes e nem outros gastos que o organizador, ou equipe possa ter.
Premiação= a premiação oficial é o certificado original do Clube Audax Paris. A conclusão de uma fleche é pré requisito para obtenção da medalha de Randonneur 5000. O Ciclista tem a opção de comprar a medalha comemorativa Fleche Brasil
Fleche Nacional= fleche realizada fora da França, ex: Brasil
Velócio= o nome Velócio está em desuso, em todos os lugares a Fleche Velócio geralmente é chamada apenas de Fleche.
Participação= toda participação de equipe, percurso, prazos para inscrição, estão sujeitas a aprovação e condições dos organizadores. Consultar o regulamento das Fleches Brasil no site da organização.
Capitão de equipe= é o responsável pela equipe, escolha do percurso, definição do projeto para a participação de sua equipe, responsável por obter os comprovantes de passagens nos pontos etc.

O Espírito da Flecha
A fleche foi criada tendo como inspiração uma flecha que vai em linha reta até atingir o alvo. Uma flecha pode ser lançada de vários pontos em direção a este mesmo alvo.
A fleche segue no sentido mais reto possível até atingir o alvo, ou seja o local de concentração.
O local onde a flecha é lançada, ou seja, local de largada da equipe pode ser diferente para cada equipe, ou pode ser o mesmo para mais de uma equipe.
Duas flechas não podem ser lançadas no mesmo local ao mesmo tempo, ou seja, duas equipes não podem largar no mesmo horário em uma mesma localidade. Neste caso cada largada deve obedecer o período de no mínimo uma hora em relação a(s) outra(s).

A data da fleche: é realizada apenas uma vez por ano, sempre na Páscoa. Por isto podemos ter várias fleches no mesmo final de semana.
OBS:Em outros paises novas regras locais foram criadas e as fleches podem ser realizadas nas semanas anteriores, ou após a páscoa.

Horário de largada: a largada de uma equipe pode ser da madrugada da sexta feira santa até as 10:30 da manhã do sábado.
Horário de chegada: a chegada será realizada 24h depois da chegada e pode ser até às 10:30 da manhã no domingo de páscoa.
Percurso: nas duas ultimas horas devem ser percorridos no mínimo 25 kms.
Percurso mínimo a ser pedalado é de 360 km.
Percurso máximo: se definido pela equipe e aceito pelo organizador, não tem limite, desde que seja realizado em 24h.
Quilometragem válida para homologação é a realizada no dia da prova e não pode maior, ou inferior, a 20 % da definida para a equipe.
Por exemplo, se a equipe definiu um percurso de 500 km, a quilometragem pedalada não pode ser maior do que 600 e nem menor do que 400 km. A equipe deverá pedalar às 24 horas, mesmo que já tenha atingido os 500 km previstos, respeitando o mínimo previsto para as duas ultimas horas.
Se a equipe atingir o local de concentração, antes de completar 24 horas, deve continuar pedalando, no sentido oposto de onde vem, até encerrar o tempo de prova
Paradas: não podem ser superiores a duas horas.
Pontos de controle= na fleche são apenas pontos de passagem onde esta deve ser registrada com algum carimbo, assinatura em estabelecimento comercial, posto de informações turísticas. Controles secretos podem ser realizados pelo organizador. Pontos de Controle com estrutura de apoio e voluntários podem ser organizados.
Apoio: é permitido apenas nos Controles. Não é permitido veículos acompanhando ciclistas, salvo por decisão do organizador com veiculo autorizado e em caso de risco para a equipe.
Evento em equipe: Os ciclistas devem pedalar juntos, ciclista adiantado, ou atrasado é considerado como que tendo abandonado a equipe.O mais importante não é quantos metros cada ciclista está pedalando um do outro, mas o espírito de união do grupo.
Na largada, máximo 5 ciclistas e mínimo de 3. Na chegada o mínimo exigido é de 3 ciclistas.
Tradição na chegada: é tradição na França, após a chegada, os participantes da Fleche realizarem um almoço em grupo.
Uniforme para equipe= é comum todos os integrantes de uma equipe pedalarem com um mesmo uniforme do seu clube.

Formação de equipe para fleche:
Os ciclistas devem ter espírito de grupo e serem unidos. É aconselhável a formação de equipe entre ciclistas amigos e que tenham um mesmo ritmo de pedalada e objetivo. O ciclista mais forte usa a sua força para ajudar os demais, isto é espírito de equipe.
Seguro de acidentes pessoais= é aconselhável ( indispensável ) a contratação de seguro de acidentes pessoais para os participantes da fleche durante o tempo de realização e no percurso de cada equipe.
Equipamentos obrigatórios:
Colete refletivo, farol e pisca traseiro nos horários noturnos;
Capacete durante todo o percurso;
Outros equipamentos de proteção podem ser exigidos e úteis, consulte a organização.

Evento para ciclistas experientes: nos países desenvolvidos a fleche pode ser considerada uma prova ideal para os iniciantes que queiram pedalar 24h pela primeira vez. Aqui no Brasil, devido aos perigos e condições das estradas, é um evento aconselhável para ciclistas experientes em pedaladas longas e de maneira auto-suficiente.

Luiz M. Faccin - Fevereiro de 2010.
O texto acima é resultado de um trabalho de pesquisa para coleta de informações e com a experiência da organização da Fleche de 2009. Para este texto devo lembrar a ajuda de:
Suzanne Lepertel ( ACP)
Marco Antonio Valim ( Santa Ciclismo)
Rogério Bernardes ( Randoneiro Cristal)
Roberto Penna Trevisan ( Capitão de Rota )
David E. Dewaelle
Demais ciclistas participantes da Fleche de 2009, a primeira realizada no Brasil