domingo, 20 de dezembro de 2009

Janta das medalhas


A principio não pensava em organizar um encontro para a entrega das medalhas ACP, acreditava que poucos ciclistas estariam presentes visto que a grande maioria são de ciclistas fora de Santa Cruz do Sul. Consultando os ciclistas descobri que muitos estariam presentes e já estavam considerando como certa e realização deste encontro. E realmente muitos ciclistas estavam presentes, mesmo alguns que residem em cidade bem longe daqui.
As medalhas ACP, na minha idéia, são muito importantes porque alem de ser uma recordação inesquecível, representam a possibilidade de escolha do ciclista participante. Representam antes de tudo que os brevets foram homologados, que estamos fazendo as coisas certas, da mesma forma que acontece nos demais paises organizadores de BRM.
Representa que somos tão bons randonneurs como os estrangeiros, só para não exagerar e dizer que podemos ser melhores pois enfrentamos algumas dificuldades extras. Se eles podem encomendar medalhas ACP, nós também podemos, neste ponto ao menos, somos iguais.
Poderia ter encomendado as medalhas, por exemplo a de Randonneur 5000, sem divulgar, afinal o que vale é a satisfação pessoal, mas assim não estaria estimulando ninguém a desejar a mesma medalha.
Escrevi e li o seguinte texto para os presentes na janta. Devido ao barulho no restaurante, muitos não escutaram ou entenderam o que quis dizer.
Cada pessoa tem mais influência sobre as pessoas com quem convive, e sobre o meio onde vive, do que é capaz de imaginar. Se uma pessoa é capaz de influenciar outras, a sua capacidade de mudar o mundo é ainda maior. Se temos um grupo de pessoas com um mesmo objetivo, este grupo tem ainda mais poder de contribuir para mudar o mundo.
O tipo de pessoas com quem vivemos é reflexo da pessoa que somos;
A modalidade que praticamos é reflexo dos ciclistas que somos;
A influencia de vocês é muito importante para continuar fazendo esta modalidade cada dia melhor, mesmo com as dificuldades que surgem. O exemplo de vocês será fundamental para influenciar os participantes novatos dos brevets e para fazer o futuro desta modalidade.
Para falar a verdade é difícil de acreditar que vocês estão aqui para buscar as medalhas ACP. Isto deve ser mais uma boa desculpa para estarmos juntos novamente.
Para alguém fora deste grupo pode ficar difícil de entender. Já estive em vários momentos de convivência em grupo, nem sempre muito agradáveis, e me sinto alegre em saber identificar alguns dos momentos mais felizes quando um grupo, apesar das diferenças grandes, está bem unido. Por isto repito a frase da postagem anterior:

Resumiu o que é a amizade e o companheirismo nos eventos de longa distancia não competitivos, ainda mais fortes nos brevets de 400, 600 e 1000 km de Santa Cruz do Sul de 2009. Nunca tivemos um grupo de ciclistas tão amigos como nestes brevets e esta amizade foi fortalecida com cada dificuldade superada com a ajuda dos demais.

Como organizador este é o meu maior prêmio e também é a comprovação que a eliminação de alguns, devido à quebra de itens no regulamento nesta jornada de 2009, foi correta.

A janta para entrega das medalhas também é, simbolicamente, a ultima tarefa do brevet 1000 km, agora ainda falta realizar o pagamento das homologações de 2009, mas não existe nenhuma serviço a fazer referente a este brevet.
Na Janta também aproveitei a oportunidade e realizei algumas homenagens.

A ciclista Rosane Silveira Gomes, foi homenageada por ter sido a primeira brasileira a concluir um brevet de 600 km. Rosane recebeu uma medalha de Super Randonneur representativa como sendo de 2005.

A ciclista Romi Pedde Muss, foi homenageada por ter sido a segunda brasileira a concluir um brevet de 600 km. Romi recebeu uma medalha de Super Randonneur representativa como sendo de 2006.

Em seguida alguns ciclistas que brevetaram no 1000km receberam a medalha ACP Brevet 1000 km. Entre estes ciclistas estava a Lidiane Tâmara Lauermann, a primeira brasileira a pedalar um mil.

Tivemos mais mulheres premiadas na noite, a Gabriela Martin recebeu a sua SR e a Esther não pode estar presente, mas agora deve estar com a sua SR também.




A lista de ciclistas a receber as medalhas foi grande e nunca se viu tanta medalha ACP juntas. Alguns ciclistas tiveram a oportunidade de ultima hora de encomendar também as medalhas dos brevets de 200, 300 e 400 km. Estes ciclistas escolhidos foram os que respondiam com mais rapidez os e-mails no dia anterior a que realizei as encomendas. Os demais terão a oportunidade de encomendar estas medalhas conforme o definido no blog Randonneurs Brasil
Desta forma tivemos ciclistas recebendo várias medalhas, 200, 300, 400, 600, SR e outras. Eu tive a oportunidade de completar a coleção de medalhas ACP para o período de 4 anos ( 200, 300, 400, 600, 1000, Paris Brest Paris e Super Randonneurs) agora faltando apenas a de Randonneur 5000 que deve chegar em janeiro próximo.

Resumindo os destaques em quantidade:
Até o momento dois ciclistas possuem três medalhas de SR
Luiz M. Faccin= 2007, 2008 e 2009.
Paulo C. Endles= 2008, 2008 e 2009.

Diversos outros ciclistas conquistaram a sua segunda medalha de SR em 2009.
Edson B. Alves=2007 e 2009;
Oswaldo de Oliveira Nunes= 2008 e 2009;
Roberto P. Trevisan= 2008 e 2009;
Vitor H. Matzenbacher= 2008 e 2009;
Edimar da Silva= 2008 e 2009;
Dacivaldo Silva Matos= 2008 e 2009;
Luiz Lazary= 2007 e 2009;
Erich Brack= 2007 e 2009.

O Edimar da Silva é o ciclista com mais brevets de 600 km pedalados (incluindo não homologados) são seis ao todo: 2005, 2006, 2007, 2008, 2008 e 2009.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Recado do Edimar- Janta das medalhas

O Edimar escreveu uma cartinha e entregou aos ciclistas que estavam presentes na janta da entrega das medalhas. Ele me autorizou a publicar no blog para todos os ciclistas e então segue abaixo:
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Olá pessoal, mais um final de ano e nos os apaixonados pelo ciclismo de longa distancia estamos de parabéns por alguns objetivos alcansados.

Hoje eu quero dizer para todos vocês que participam destas provas de ciclismo ( Audax, randonnee, Audax, fleche velócio, etc, etc...), como atleta, organizador, apoiador, simpatizante e familiares dos atletas em geral, que eu tenho a maior satisfação de ter amigos e ser amigo de pessoas iguais a vocês. Pessoas que sem querer saber se eu tenho grana ou não, se sou louco ou não, se eu tenho algum problema ou não e que se transformaram em meus verdadeiros amigos, amigos que quando estou junto me sinto a vontade e que se depender de min estas amizades vai durar pelo resto da minha vida.
Desde já um feliz natal a todos vocês e um prospero ano novo com muita saúde, felicidade, paz, amor e muito ciclismo no coração de todos.

Edimar da Silva
Atleta de ciclismo.

Butiá, RS
Dezembro de 2009
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Comentários:
De forma simples, humilde e verdadeira, com poucas palavras o Edimar disse muito. Resumiu o que é a amizade e o companheirismo nos eventos de longa distancia não competitivos, ainda mais fortes nos brevets de 400, 600 e 1000 km de Santa Cruz do Sul de 2009. Nunca tivemos um grupo de ciclistas tão amigos como nestes brevets e esta amizade foi fortalecida com cada dificuldade superada com a ajuda dos demais.
O Edimar demonstrou porque é um dos melhores ciclistas e companheiros de pedal.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Fotos Janta entrega medalhas 2009

Fotos realizadas por Rolf
Ver aqui!

Fotos realizadas por Miguel
Ver aqui!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Conquista das medalhas ACP no Brasil- Histórico

2003- Ano do inicio dos brevets no Brasil
Manoel R. Terra conquista a Medalha do Paris Brest Paris de 2003
2004- Surgem os brevets no RS ( 200 e 300 km)
Cinco ciclistas concluem o brevet de 600 km realizado em SP. Entre eles estão os gaúchos Otávio Colete Olweillier e Paulo Roberto Bagatini, este ultimo participa sem sucesso do brevet de 1200 km na Austrália. Manoel R. Terra, então correspondente ACP, presenteia o Bagatini com a medalha de Super Randonneur ( SR) da época. Provavelmente Manoel e Bagatini são os únicos brasileiros e ter esta medalha azul e sextavada de SR, modelo de 2003 até 2006.
2005- Morre Alexandre Luz, durante o brevet de 400 km de Campinas no final de maio deste ano.
Nenhum brevet é homologado neste ano. Sem homologação não existe encomenda de medalhas ACP.
Em 2005 a ciclista Rosane Silveira Gomes se torna a primeira mulher a conquistar o brevet de 600 km no Brasil.
2006- Os brevet realizados em SP, RJ, Santa Cruz do Sul 200km e Lajeado 200 km são homologados.
Os brevets realizados em Porto Alegre, RS, não são homologados. Entre estes brevets está o brevet de 600km onde a ciclista Romi Pedde Muss se torna a segunda ciclista brasileira a conquistar um brevet de 600 km.
Nesta ano não foram realizadas encomendas de medalhas ACP no Brasil.
2007- quatorze ciclistas brasileiros e estrangeiros residentes participam do Paris Brest Paris 1200 km de 2007. Todos estes ciclistas recebem a medalha de Super Randonneur 2007 ( modelo 2007 até 2010).
Luiz M. Faccin, Erich Brack e David E. E. Dewaele a medalha do Paris Brest Paris 1200 km.
Adriano Formiga a Luiz R. V. Lazary conquistam a medalha sem o brevet ( espécie de recordação do PBP 2007) por haverem concluído o percurso. Lazary não recebeu a medalha que deveria chegar por correio em janeiro de 2008.
Os ciclistas que concluíram o brevet 600 km de Curitiba em 2007 também recebem a medalha de SR. Esta entrega de medalha foi realizada no inicio de 2008.
2008- O ciclista Roberto P. Trevisan e Henrique Caldas conquistam brevet de 1200 km nos Estados Unidos. Trevisan conquista a Medalha ACP 1200 km ou mais com a conquista do Colorado Last Chance.
Os oito ciclistas que concluem o brevet de 600 km realizado em Santa Cruz do Sul ( ago 08) conquistam a medalha de SR. São eles:
Luiz M. Faccin, Roberto P. Trevisan, Vitor Matzembacher, Isaac Ibaldo, Edimar da Silva, Glademir Schmitz, Dacivaldo Silva Matos e Paulo C. Endles
Os três ciclistas que concluem o brevet de 600 km realizado em Curitiba conquistam a medalha de SR. São eles:
Luiz Antonio Gonçalves, Rafael Pick e Nelson Solano Baptista Neto.
2009-
Os ciclistas Oswaldo de Oliveira Nunes e Oswaldo de Oliveira Nunes Junior conseguem realizar a encomenda de sua medalha de SR 2008 referente a série obtida com a conquista do brevet de 600 km de Campinas 2008.
Paulo C. Endles encomenda a sua segunda medalha de SR de 2008. Paulo pedalou duas séries de brevets completa em 2008, sendo que a segunda foi obtida com a conquista de brevet de 600 km de Eldorado 2008.

No dia 12 de dezembro de 2009 foi realizada uma janta com a entrega das medalhas ACP para os ciclistas que realizaram as encomendas.

As conquistas de 2009 são muitas e mais informações estarão disponível nos próximos posts.


Este texto é uma adaptação da história original não escrita dos Brevets Randonneurs Mundiais no Brasil. O enfoque do texto é na conquista das medalhas a partir de 2003.

Mais Informações sobre Medalhas ACP

Luiz Maganini Faccin
Dezembro de 2009.

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“Havia uma meta bem definida: chegar ao topo. Ou eu chegava ao topo da montanha ou fracassava, simplesmente isso. A vida raramente é tão bem definida assim.”

“A corrida me ensinou que perseguir uma paixão tem mais importância do que a própria paixão.”

“.. eu sabia que não era a medalha que contava. O verdadeiro prêmio eram o suor e o sangue investidos para ganhar aquela medalha”

Frases do Livro o Ultramaratonista de Dean Karnazes.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Encontro para entrega medalhas ACP 2009

Realizaremos um encontro e janta para realizar a entrega das medalhas ACP ( brevet 600, Super Randonneur e brevet 1000 km) para os ciclistas que realizaram a encomenda.
Vai ser um encontro descontraído e mais uma oportunidade de confraternização entre os ciclistas e familiares.

Dia 12 de dezembro
20 horas
Restaurante Centenário
Fone=3715-9494
Rua Tenente Cel. Brito 405, centro.
Santa Cruz do Sul, RS

A participação é aberta a ciclistas, familiares e amigos, basta confirmar presença até o dia 10 por telefone: 51-8196-9002 ou e-mail gigiopazzoARROBAyahooPONTOcomPONTObr
Valor do Buffet livre 12,00 e tem opções de espeto corrido e bebidas.

Participe!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Certificado Fleche

A entregua dos certificados da Fleche 2009 será realiza logo após a janta de confraternização do Audax UAF 150 km de Santa Maria no dia 28 de novembro.

Mais informações serão enviadas aos "Fleches".

Quase todos estarão presentes e os que não estiverem combinaremos o envio por correio.

Até breve!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Calendário de brevets 2010

Oi

O calendário dos Brevets Randonneurs Mundiais ( Audax ACP) está disponível no novo site da organização:

http://www.randonneursbrasil.org/

Clique em calendário e veja mais informações sobre a organização de cada brevet

Lembrando também que existe o calendário de Audax UAF que é pedalado em grupo a 22,5 km/h
Calendário Audax UAF

Boas pedaladas!

Luiz Maganini Faccin
www.faccinadventure .com.br
http://www.audaxsan tacruz.blogspot. com/
http://audaxbresil. blogspot. com/

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Certificado Fleche 2009

Certificado da Fleche recebido do Clube Audax Paris



Cada ciclista recebe o seu certificado com o número da homologação

sábado, 31 de outubro de 2009

REGULAMENTO dos BREVETS RANDONNEURS MUNDIAIS (BRM)

REGULAMENTO dos BREVETS RANDONNEURS MUNDIAIS (BRM)
de 200 km à 1000 km

Artigo 1 : Somente o Audax Club Parisien pode realizar a homologação em todo mundo. Cada brevet realizado depois de 1921 é registrado sob um numero de homologação atribuído por ordem cronológica de recebimento.

Artigo 2 : estes brevets são abertos a todo randonneur* membro ou não de um clube, de uma sociedade ou de uma federação qualquer e coberto por uma apólice de seguro. Os menores são aceitos com a condição que apresentem uma autorização do responsável que isente a responsabilidade do Audax Club Parisien e das sociedades organizadoras, um atestado médico de aptidão física com menos de 6 meses deve ser apresentado. As informações e regulamento específico de cada organização devem ser consultados no momento da inscrição de cada brevet.
Todos os veículos são admitidas com a condição que sejam movidos somente com o uso da força muscular.

Artigo 3 : Para efetuar um brevet*, cada randonneur deve preencher um boletim de inscrição e obter seu direito de participação com um organizador.

Artigo 4 : Cada participante deve estar assegurado por um seguro de responsabilidade civil, seja por intermédio de sua federação, seu organizador local, ou por um seguro pessoal (atenção, a maior parte dos seguros multirriscos não cobrem os aderentes que participem de provas organizadas e pagas). Para poder fazer a inscrição na prova deve preencher um atestado mencionando claramente a cobertura do seguro, ou um atestado fazendo fé. Se o organizador não disponibilizar a subscrição de um seguro coletivo na largada de seu brevet, ele poderá recusar a inscrição dos não segurados.

Artigo 5 : Cada participante é considerado como estando em uma excursão individual, ele deve respeitar o código de transito e todas as sinalizações oficiais.
O Audax Club Parisien, as sociedades organizadoras, o representante ACP e sua associação de referencia, não podem, em caso algum, serem considerados responsáveis por acidentes que poderão acontecer durante um brevet.

Artigo 6 : Para a circulação de noite, os veículos deverão estar munidos de faróis dianteiros e traseiro solidamente fixados e em constante estado de funcionamento ( previsão de lâmpadas de substituição; um duplo farol é aconselhável).
A lâmpada traseira de pisca é proibida.
Os organizadores proibirão a largada de todo o participante cujo qual a iluminação não esteja de acordo. Cada participante é obrigado a ligar a iluminação a partir do inicio da noite, e ainda, a todo momento em que a visibilidade não for suficiente(chuva, nevoeiro, ...); mesmo em grupo, cada um deve ter a sua iluminação. De noite, as vestimentas claras e refletivas são recomendadas e o uso de um colete, ou tiras refletivas é obrigatório.
Toda a infração a estas medidas, constatadas durante um controle, provocara a não homologação do brevet.

Artigo 7 : Cada participante deve fornecer ele mesmo todas as suas demandas para a realização de seu brevet. Nenhum serviço organizado de instrutores, apoios, sinalizadores com viatura seguindo o ciclista, é autorizado sobre o percurso entre os pontos de controle. Os participantes que infringirem este artigo serão eliminados sem apelação.
Se na largada de um brevet, um grupo é formado voluntariamente pela organização, o andamento é livre, os randonneurs tem o direito absoluto de deixar este grupo a todo o momento. Nenhum randonneur poderá prevalecer-se de gerir um grupo. Os sinais distintivos ( abraçadeiras, camisas, etc..) e os títulos (por exemplo : capitão de rota) não são autorizados. O tamanho dos grupos deverá ser conforme a legislação em vigor no âmbito de cada brevet, sem enquadramentos.
Cada participante deve ter comportamento e atitudes corretas.



Artigo 8 : Cada participante recebera na largada uma carta de rota* ( leia passaporte) e um itinerário sobre o qual figuram um conjunto de nomes de lugares de controle onde o participante deverá obrigatoriamente fazer pontuar este passaporte.
Os organizadores podem igualmente prever um ou mais controles secretos, por esta razão, e por exigências do seguro, o participante deve respeitar o itinerário que lhe será entregue na largada.
Os organizadores derem obrigatoriamente utilizar os mapas criadas com a atenção do AUDAX CLUB PARISIEN ou os mapas propostos pelo representante ACP da zona geográfica e aprovadas pelo AUDAX CLUB PARISIEN.

Artigo 9- Na falta de controle preciso designado pelos organizadores, o randonneur deverá fazer fixar um carimbo que tenha o nome da localidade deste controle (comercio, estação de serviço, ...). Em caso da impossibilidade de obter este carimbo (controle de noite), o randonneur poderá :
1) enviar uma carta postal ao responsável da organização(indicando lugar, dia e hora de passagem, sobrenome, nome , clube) e escrever no espaço do controle do passaporte "CP", o dia e a hora da postagem.
2) Responder sobre o passaporte uma questão sobre um ponto especifico do lugar de controle. A opção definida é a descrição do organizador, controle por controle.
Em cada controle, à hora de passagem deve ser mencionada, ainda o dia para os brevets de mais de 24 horas.
Um carimbo em falta, uma hora de passagem não mencionada ou a perda da passaporte (a qualquer distancia que seja) provoca a não homologação do brevet. Cada participante é responsável por controlar o seu passaporte.

Artigo 10 : os prazos para concluir cada brevet são em função da distancia:
13h30 (200km);
20h (300km);
27h (400km);
40h (600km);
75h (1000km).
A passagem em cada controle deverá ser efetuada entre uma hora "de abertura" e uma hora "de fechamento" mencionados no passaporte, calculadas com as medias extremas de 15 e 30 km/h para os controles até o 600km, de 13,5 à 30 km/h entre 600 e 1000 km.
Se um randonneur chega a um ponto de controle atrasado, o organizador poderá lhe permitir de continuar se o seu atraso é devido a um eventual imprevisto e independente da vontade do randonneur, como uma parada para ajudar quando em um acidente ou uma estrada fechada. Um problema mecânico, o cansaço a falta de forma física, fome, etc não poderão ser razão válida de atraso.
Fora dos casos precedentes, o randonneur deverá respeitar as tabelas horárias intermediárias, sob pena de não homologação de seu brevet, mesmo se este é efetuado dentro do tempo limite total.

Artigo 11 : Qualquer fraude provocara a exclusão do participante de todas as organizações do Audax Club Parisien.

Artigo 12 : na chegada, cada participante deverá assinar o passaporte e a entregar ao organizador. Ela lhe será devolvida após a homologação. Não será emitida cópia deste documento em caso de perda.
Estes brevets não são competições e não comportam classificação.
Uma medalha especial poderá ser adquirida pelo participante assim que seu brevet tenha sido homologado. Ele deverá fazer o pedido e pagar o valor na entrega da sua carta na chegada.

Artigo 13 : as medalhas que atestam o sucesso do brevet são na cor bronze (200km), amarelada (300km), vermelha (400km), dourada (600km) e cobre (1000km). Os modelos mudam, em principio, no ano após a PBP. Os preços das medalhas são indicados pelos organizadores dos brevets.
Super Randonneur : Distinção que reconhece a todo randonneur, após completar no mesmo ano, a série dos brevets 200, 300, 400 e 600 km. Uma medalha, mencionando esta distinção, será emitida ao randonneur, que realizar o pedido ao seu clube organizador dos brevets fornecendo-lhe os números dos brevets e pagando o valor desta medalha.

Artigo 14 : Um participante não pode efetuar uma outra prova quilométrica sob toda ou parte do percurso de um Brevet de Randonneurs Mondiaux.

Artigo 15 : Todos os detalhes referente aos BRM em uma zona geográfica, como jogos, classificações, lembranças, desafios, etc, tanto para os randonneurs considerados individualmente, ou por clubes, são exclusivamente de competência do representante ACP e de sua associação de referencia.

Artigo 16 : os brevets BRM dos organizadores, (associações ou outros) só poderão constar no calendário ACP, em sua zona geográfica de origem, quaisquer que sejam os lugares de largada efetivos e as associações onde seus membros sejam filiados. Os organizadores deverão obrigatoriamente utilizar os mapas de sua zona geográfica de origem. Um organizador ( em particular um clube de fronteira) poderá aparecer uma segunda vezes no calendário ACP como « organizador aparentado » em uma outra zona geográfica alem da de origem, com o acordo do representante ACP desta zona geográfica, todos tendo como obrigação formal de aplicar a primeira linha do presente artigo.

Artigo 17 : participando de um brevet BRM, os randonneurs aceitam a publicação de sua identidade e do tempo realizado nos resultados publicados pelos organizadores. Em caso algum a sua identidade poderá ser utilizada para fins comerciais ou ser utilizada por terceiros com este objetivo.

Artigo 18 : O fato de haver se inscrito e largado em um brevet implica, na parte do interessado, a aceitação sem restrições do presente regulamento. Qualquer queixa, ou reclamação, por qualquer motivo que seja, deverá sem expressa por escrito e enviado, nas 48 horas seguintes a prova, ao organizador que a examinara e a transmitirá com seus avisos ao responsável ACP (França) ou ao representante ACP (fora da França) para exame antes da decisão.

Artigo 19 : Em caso de apelação do interessado o processo será enviado ao Comitê Diretor do ACP com os avisos e motivos do organizador e do representante ACP. O Comitê Direto do ACP regulara, sem apelação de nenhuma espécie, os casos apresentados bem como os litígios em que este regulamento tenha sido omisso.

Fonte: http://www.audax-club-parisien.com/
Tradução: Luiz Maganini Faccin – outubro de 2008

Regulamento Randonneurs Brasil

1- O regulamento dos Brevets Randonneurs Mundiais é o regulamento válido para todos os Brevets Randonneurs Mundiais organizados no Brasil, e somente para estes, que estão definidos no calendário anual dos Brevets do Audax Club Parisien e Randonneurs Brasil.
2- È obrigação de cada organizador, conhecer, divulgar e exigir a obediência do regulamento dos BRM.
3- Cada organizador deve redigir e publicar o regulamento especifico para cada brevets que organiza. Neste regulamento especifico deve definir itens adicionais que sejam necessários para, a segurança, melhor organização do evento e em cumprimento a regras e determinações de autoridades locais.
Sugestões de itens e serem definidos no regulamento especifico:
- Uso obrigatório de capacete;
- Uso obrigatório de colete refletivo especifico, ou de melhor qualidade;
- Uso obrigatório de dois faróis;
- Obrigação de apresentação de cobertor de emergência e pilha reserva;
- Obrigação de apresentação de atestado médico de aptidão física;
- Permissão ou proibição de participação de menores de idade;
- Obrigatoriedade de apresentação de seguro e plano de saúde;
- Limite máximo de participantes no brevet;
- Regras de conduta e andamento na pista sujeitas à desclassificação. Exemplos: andar na contra mão, pedalar em cima da pista, jogar lixo na rodovia, atitudes e comportamentos que coloquem em risco a própria integridade física, ou dos demais randonneurs participantes.
- Lista de infrações sujeitas a desclassificação ( não homologação do tempo do ciclista, ou retirada do passaporte durante o brevet);
- Outras exigências dos órgãos de segurança e responsáveis pela rodovia.
4- Cada organização deve divulgar o calendário anual dos BRM e é responsável por indicar qual série o brevet que está sendo organizado faz parte;
5- Cada organização deve divulgar as homologações dos brevets realizados, para que estejam disponíveis aos brevetados até o final da série do ano seguinte.


Outras definições:

Randonneur= pessoa que participa de eventos de longa distancia não competitivos. Passeador de longa distancia. O termo usado e conhecido mundialmente é este. A palavra é de origem francesa.
Não necessariamente precisa ser um ciclista.

Carta de Rota= no caso do Brasil o nome utilizado é Passaporte. Em muitos países se utiliza o próprio mapa como passaporte para ir colocando os carimbos de passagens nos PCs.

Brevet= titulo, diploma, permite ao titular exercer certas funções e ter certos direitos.

Brevet Randonneurs Mundiais ( BRM)= representam os estágios de qualificação que dá ao brevetado o direito de participar do brevet seguinte da série dos BRM ( 200, 300, 400, 600 e 1000km). Não existe qualificação para o brevet de 200 km. Para participar do brevet de 300 km o randonneur deve ter concluído, na mesma série, o brevet de 200 km. O brevet de 300 km é classificatório para o brevet de 400km. O brevet de 400 km é classificatório para o de 600km. O brevet de 600 km é classificatório para o brevet de 1000km.
Os brevets de 1200 km ou mais, apresentam regulamentos específicos que, via de regra, exigem a conclusão do brevet de 600km na mesma série, para a participação.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Ranking ACP de clubes organizadores

Todos os anos o Clube Audax Paris divulga a classificação dos clubes organizadores de Brevets Randonneurs Mundiais. Esta classificação é feita no final de outubro de cada ano, mas a divulgação no site é demorada.
Para fazer a pontuação, cada homologação realizada recebe uma pontuação. Também existe distinção entre os clubes que organizam mais brevets da série. O clube que organiza mais brevets e que faz mais pontos, sobre na classificação.
Também é feita a classificação dos países.
No site Randonneurs Brasil estão divulgadas algumas informações a respeito:

Classificação mundial dos clubes brasileiros em 2008
Veja Aqui!

Pontuação dos clubes brasileiros em 2009.
Veja Aqui!

Classificação dos clubes brasileiros em 2009.
Veja Aqui!

Em 2009 o Brasil deverá ficar na quinta posição mundial entre os países organizadores

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Ranking Randonneurs Brasil

O Carlos Kieling, ver Audax Lajeado= http://audaxlajeado.blogspot.com/ , é conhecido por fazer as estatísticas dos brevets pedalados desde 2004 no RS.

A algum tempo surgiu o ranking criado pelo pessoal do Grupo Ciclismo de Longa Distancia http://ciclismodelongadistancia.blogspot.com/ ver Rogério Bernardes= http://diariodoescriba.blogspot.com/

Para participar do Ranking o ciclista precisa:
1-Pedalar algum brevet Audax UAF ou ACP.
2-Fazer inscrição no grupo Ciclismo de Longa Distancia http://br.groups.yahoo.com/group/Ciclismo_de_Longa_Distancia/
3-Enviar por e-mail a lista com informações de todos os brevets que completou. Valem brevets a partir de 2007.

Para ver o Ranking clique Aqui!


A organização destes Rankings é legal porque:
- Estimula o ciclista, de forma saudável, a participar de mais brevets e a pedalar mais;
- Informa um histórico de quantos brevets já fez;
- Da uma noção de Distancia Percorrida.

Participe!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Mais do que Randonneur 5000

Na postagem anterior está o meu pedido de Randonneur 5000.
Tive várias dificuldades para conseguir completar todos estes brevets e também para conseguir todas as homologações. No dia 15, eu consegui a homologação da fleche a ultima que faltava. No dia 16 completei o pedido com todas as homologações e informações e enviei.
Para conseguir completar o pedido tive que prestar a atenção em alguns erros cometidos no envio dos arquivos para homologar, mas isto é assunto para outro blog.
O que acho triste é que, só consegui enviar este pedido, depois de estar trabalhando como correspondente ACP para o Brasil. Isto não é correto, pois temos que estar mais organizados, para que erros de organizadores, não prejudiquem ainda mais os ciclistas.

Depois de enviar o pedido resolvi anotar algumas informações:
Levei 874 dias, pedalei 9087 km para conseguir completar este pedido com uma média de 10 km (brevetados) por dia.
Se a fleche não fosse homologada, eu teria que esperar mais 243 dias para pedalar os 360 km em 24 horas novamente.
A soma do tempo total de todos os brevets homologados que pedalei é de 648 horas e 30 minutos, o equivalente a 27 dias seguidos de brevets.
Não sei, não calculei, e nem quero pensar, quanto custou a participação em todos estes brevets.


Hoje ( 20/10/2009) a noite recebi o seguinte e-mail:

Bonjour Monsieur Faccin,

j'ai bien reçu votre demande de randonneur 5000. c'est bien, vous avez fait beaucoup de kilomètres, nous n'en demandons pas tant, il faut 5000 km au total (200+300+400+600+1000+PBP+ Flèche+ complément pour arriver à 5000km).
Votre demande est acceptée.
Tradução:

Bom dia Sr Faccin

Eu recebi o vosso pedido de Randonneur 5000. Está bem, vós haveis feito muitos quilômetros, nós não pedimos tanto, é necessário 5000 km no total ( 200+300+400+600+1000+PBP+Fleche+ complemento para chegar a 5000km)

Vosso pedido está aceito.

No continuação do mail:
Não precisa me enviar fotocópias de documentos, nós temos os números das homologações nos fichários, nada de Coupons Rèponse e nada de envelope. Jean vai lhe enviar a fatura em dezembro com as despesas de envio.

E agora? Pedalei demais!

Agora, acho que teremos que arrastar o Monsieur Brack e o Monsieur Dewaelle até o brevet 1000 km de 2010 e até a mesma conquista!

A Lidiane deve estar se questionando, conforme ela me disse: O que eu quero saber de Randonneur 5000? Resposta: Lidiane, você já tem um brevet 1000 km, ou seja, já tem uma série até 1000km ( 200+300+400+600+1000= 2500 km). Em 2010 você poderá ser convidada a participar de alguma equipe para pedalar a flèche, 360 km em 24h, não vai ser impossível. Em 2011 você já me disse que quer pedalar o Paris Brest Paris, se você continuar evoluindo, não será impossível.
Minha amiga especial Lidiane, você poderá ser uma ciclista Randonneur 5000 em 2011. Entendeu?


Vou ficar feliz em receber a placa, certificado e medalha de Randonneur 5000, mas também vou ficar feliz em ter vários amigos com uma conquista igual.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

NBA?Chique?

Bom dia Capitão Farrapos!
Nosso NBA.

Fiquei intrigado por todos falarem com muito orgulho que o Tom
Rosembauer era RBA, então perguntei a um casal de voluntários
que me levou de Lamar de volta Quakertown, que disseram: Regional
Brevet Administrator - e comentaram, nome muito "chique " para uma
função onde não se ganha nada.

Ai me lembrei que você agora é mais importante ainda, você é o nosso
Administrador Nacional de Brevets, legitimado NBA.
Rogério Bernardes


Oi Rogerban!

Realmente não sei se é chique. Acredito que não sou NBA, mas apenas correspondente.
Sei que é uma função que não se ganha financeiramente nada, mas se tiver o reconhecimento dos amigos já vou me considerar rico e chique.
Valeu!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Tentando organizar as coisas!

Quando iniciei este blog, pretendia usa-lo apenas para divulgar as informações dos brevets de Santa Cruz do Sul.
Depois divulguei algumas dicas, informações do Colorado Last Chance 2008, traduções de regulamentos e dai as postagens foram deslizando.

Também crie o Blog Audax Brésil que é exclusivo com informações referente aos brevets Audax da União dos Audax Franceses, ou seja, para os brevets pedalados em grupo e com uma média pedalada de 22,5 km/h. Bom, é importante lembrar que esta modalidade já tem calendário para 2010 definido.

Depois do brevets Farrapos 1000 km e do brevet Audax-UAF de 200 km, pensei em me preocupar apenas com o meu pedido da medalha de Randonneur 5000.
Quando penso em ter um descanso, descubro que mais trabalho me espera.
Assumi a correspondência com o Audax Club Parisien (ACP) no dia 28 de setembro, com calendário em atraso para ser elaborado e com apenas 5 brevet, dos 27 marcados no calendário de 2009, homologados.

Desde 2004 sofremos prejuízos devido a desorganização da modalidade aqui no Brasil. Agora que assumi, não vai ser em duas semanas que vou conseguir acertar tudo o que é preciso, mas não vou desistir tão facilmente.

E agora o que está mudando?
Criei mais um blog e este tem a finalidade de divulgar apenas as questões relativas a organização dos brevets ACP ( Audax Club Parisien).
Visite o blog Randonneurs-brasil Clicando Aqui! e já veja algumas informações sobre as homologações dos brevets de 2009.

O que pretendo fazer?
Deixar tudo o mais transparente possivel, tanto para os organizadores, como para os ciclistas participantes de brevets.
Vou contar com a ajuda de outros organizadores e voluntários, iremos tentar montar um site de referência para consulta de todas as informações, homologações, regulamentos, referêntes aos brevets ACP.

Vou demorar bastante tempo para conseguir organizar tudo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Homologação brevet 200 km Santa Cruz do Sul

Homologações do brevet 200 km de Santa Cruz do Sul
Brevet realizado dia 30 de novembro de 2008 e valido para a série 2009
Diretor de prova: Marco A. Valim

Participação brasileira em brevets de 1200 km

domingo, 4 de outubro de 2009

sábado, 3 de outubro de 2009

Endless Mountains ainda não terminou!

Buenas Randoneiros do Brasil!

Infelizmente as noticias por aqui não são tão boas, apos quase 700 kms, desisti de continuar no EM 1240, ate agora não consegui juntar o quebra-cabeça que me
fez desistir, foi um misto de muito sono, frio e fadiga.
Mas o que melhor descreve e mesmo a hipotermia.
O fato consolador e que esta foi minha primeira desistência (mais de 50 % da galera também não agüentouo tranco), ou seja, desisti em grande estilo, hahahaha.
Podem ter certeza, estou levando de volta muitas historias para contar, algum aprendizado para compartilhar e outras insanas amizades realizadas aqui na terra do Tio Sam.
Obrigado por todas boas vibrações que tenho recebido de vocês nestes últimos dias.
Estou ansioso para voltar a pedalar no bom e velho sol da nossa terrinha.

Cicloabracos do Roger Ban.

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Desistir pode parecer coisa de fracos, mas o Endless Mountains não acabou ainda- ao menos até o momento deste post.
Gosto de comparar o desempenho com os ciclistas que estão no mesmo brevet e enfrentando as mesmas condições e dificuldades.

Vejam em: http://users.rcn.com/trosenbauer/EM_Track.pdf

Quando escrevi este texto apenas 23 ciclistas ainda estavam no Endless Mountains.
Se alguém não lembra, eram 49 ciclistas que estavam participando, ou seja, 26 estão fora.
Já escrevi outro texto sobre os desistentes:
Leia Aqui!

No brevet 1000 km, éramos inexperientes, mas o que dizer dos ciclistas do Endless Mountains. Será que são inexperientes? Veja os motivos das desistências neste brevet: Fadiga e Tempo são os principais.
Para min isto prova que as desistências dos brasileiros aconteceram em um brevet muito difícil.
Acompanhem até o final e confiram quantos destes 23 ciclistas ainda irão desistir.
Será que vai acontecer como no Farrapos 1000 km, quando depois do km 650 não houve mais desistências?

Continua...

Ass: Faccin

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Sétimo brasileiro a concluir um brevet de 1200 km

Pedalando com -16C

Antes do Rogério Bernardes ir para o Endless Mountains eu escrevi para ele:
Quando você pensar em desistir, lembra que tem a vaga de sétimo brasileiro a concluir um brevet de 1200 km te esperando. Talvez isto te ajude como motivação.

Nesta quinta feira (01-10-2009) recebi o seguinte e-mail: Ler Aqui!

Fiquei sabendo que o Rogério havia comentado com,o Juan sobre este blog.
Segundo o Juan, o Rogerban, “estava bem feliz por ouvir uma pessoa falando português. Essas pequenas coisas fazem a diferença.”
Hoje dia 02, ficamos sabendo que o Rogério havia desistido do Endless Mountains.
Pensei: a sétima vaga vai continuar livre e neste ano não teremos nenhum brasileiro brevetado de 1200 km.
Descobri mesmo é que, se o Rogério concluísse o Endless, ele seria o oitavo brasileiro a concluir um 1200 km, pois o sétimo, ele havia encontrado, lá mesmo no controle de Hallstead.

Juan Pablo de Lima Costa Salazar é filho de pai Venezuelano e nasceu no Rio de Janeiro, antes de ir para os Estados Unidos fazer doutorado, morava em Florianópolis.
Pedalou o primeiro brevet em Novembro de 2008, um de 200km. Foi infectado pelo vírus da longa distancia, talvez melhor dizer randonneuring. Continuou andando no inverno lá no nordeste americano, fazendo um brevet de 200km todo mês, até abril. Nos finais de semana fazia trajetos de 150 milhas num frio de rachar os cocos (15F). Mas tudo valeu a pena quando completou o Shenandoah 1200K. Esse ano completou mais de 5000km em brevets e trabalhou como voluntário no brevet Endless Mountains e em outros eventos onde aprendeu bastante.

Gostaria também de conhecer outros brasileiros randonneurs e participar ativamente no desenvolvimento do esporte no Brasil.”


Blog:
http://www.cycloblogger.info/
Fotos:
http://picasaweb.google.com/jsalazar1978

Para saber mais:

http://shenandoah1200rider.blogspot.com/

http://www.shenandoah1200.com/

Ass:Faccin

Brasileiros fora do Endless Mountains

Triste escrever este titulo deste post.

O Henrique desistiu por dores musculares.
Rogério desistiu devido a fadiga, ao menos é o que está escrito na planilha do organizador.
Para quem está na torcida é triste, mas não podemos deixar de valorizar a participação dos dois brasileiros que estão de parabéns pela participação e esforço.

Devemos valorizar e aprender com as experiências.

Eu como torcedor e "comentarista" aprendi mais um pouco.

Com certeza vou aguardar o relato e as histórias dos brasileiros.

Os brevets são um desafio, mas também são uma brincadeira, onde quem desiste, também ganha, ganha em experiências, lembranças e historias para contar.

Não temos apenas motivos para estar triste:
- tive uma grata surpresa nesta cobertura do Endless Mountains- comento em breve;
- tenho a honra de ter um comentarista experiente aqui no blog. Com certeza vou encontrar mais trabalho para o Trevisan. Não adianta ir se despedindo assim tão rápido!
- temos mais brasileiros pedalando cada dia mais longe;


Vamos continuar girando os pedais.

Muito obrigado!
Ass:Faccin

Lamar Atualização da planilha de chegadas e saídas

Amigos, consultei a planilha publicado com os horários e chegadas e saidas dos PCs e verifiquei que o Roger Ban abandonou a prova. Vamos verificar o que aconteceu. Realmente pelos comentários e testemunhos da galera, a dificuldade da prova foi muito grande pelo clima, sem contar a altimetria que ja era esperada.

A planilha aqui: http://users.rcn.com/trosenbauer/EM_Track.pdf

Roger e Henrique voces foram bravos nessa participação no Endless Mountains.

Parabéns amigos!!!

Que a cada ano, a aparticipação nossa em provas como essa se torna comum.

Para mim, foi um prazer relatar o andamento de vcs aqui no Blog! Agradeço ao Faccin pela oportunidade de viver estas horas como colaborador do Blog AudaxSantaCruz.

ass: Trevisan

Lamar a Pine Grove

Todos os Ciclistas já chegaram em Lamar.
Alguns partiram cedo, mas a essa hora muitos ja estão na estrada novamente.

O Roger Ban chegou neste PC as 5:41 da manhã. Deve ficar algum tempo ali para se recuperar partir para a terceira etapa, rumo a Pine Grove.

Vamos enfrente e força para o nosso amigo!

ass: Trevisan

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Noticias de Canton - parte II

Realmente o dia parece ter sido muito difícil.

Em Lamar, depois do ciclista Henrik Olsen que é o mais rapido até o momento, outros grupos ja chegaram nesse controle quem tem opção de sono.

Os ciclistas pedalaram sob temperaturas próximas a 40°F (em torno de 4°C) na maior parte do dia.
Isso mesmo do dia!!!!
Mas quando aparecia o sol, se tornava mais agradável.

O voluntário Eric keller, acaba de chegar a Canton, onde ele havia ido buscar O Henrique Caldas e o Henrik Shoeder.
Parece que realmente o Henrique parou. veremos na confirmacao oficial logo mais.

Alguns comentários:
Micah disse: "hoje foi o dia mais dificil sobre a bike, Nao tinha vivido isso antes. Eu realmente estou feliz por gosto muito de desafios!!"

Chris G. disse: "houve chuva gelada ou quem sabe até mesmo Neve. Isso machuca! Ele também diz que era pouco confortável quando atingia 40 milhas por hora com essa situação."

Greg disse: o percurso é tao plano, onde estão as subidas?? (ironizando)

Randy M. também comentou como o percurso é tão plano??? (ironizando)

Ass: Trevisan

Noticias de Canton

Algumas baixas já começam a aparecer. A dificuldade para chegar em Lamar.
Henrik Schroeder teve problemas na bike apos uma escalada. Pelo que entendi, se retirou da prova.
Essa etapa (até Lamar) que eles estao passando é a mais dificil da prova e onde deve ser um divisor para os cliclistas optarem em continuar e persistir até o fim ou abandonar a prova.

Henrique Calda estava com muito fadiga muscular e pelo que entendi se retirou da prova.
Ainda vou esperar e ver o relatorio da passagem pelo controle para confirmar esta informação.

(..logo escrevo mais)

ass: Trevisan

A organização e o Endless

Organização e o Endless Mountains

Traduzindo um comentário do blog do Endless Mountains
Muitos dos ciclistas observaram quanto às marcações ao longo do curso dizendo que isto fez com que ficasse mais fácil navegar. Bill Olsen sugeriu que o GPS fosse proibido em favor do sistema de pintura branca sobre a pista (WPPS). Nós estaremos submetendo a sugestão a RUSA logo.




Gosto de observar estes detalhes da organização:
Em 2007 conversei com a Kayo Oliveira que me contou sobre o Boston Montreal Boston, onde o organizador usava este tipo de marcação na pista. Disse que era muito fácil se orientar durante o brevet.
Durante o brevet de 300 km, resolvi fazer um teste:-) fiz uma chapa com seta e o nome AUDAX e pintei as setas em 3 pontos deste brevet. Durante a reunião técnica do brevet avisei que os ciclistas poderiam encontrar algumas setas pintadas no chão. Fiquei no local que era durante o percurso noturno, observando os ciclistas.
Descobri algumas coisas interessantes o que confirmei durante outros brevets:
- os ciclistas olham pouco para o chão, talvez olhem apenas a procura de algum buraco. Ninguém viu a pintura que fiz mesmo sendo bem maior do que a da foto acima;
- os ciclistas não estão acostumados a olhar para placas. Acho que isto é muito cultural, talvez não sejamos acostumados a encontrar placas, muitas vezes elas estão erradas e nem sempre temos o costume de respeitá-las;
- em alguns locais, eu diria a maior parte das estradas do RS, o asfalto é de qualidade tão ruim que a pintura não fica visível. O asfalto esfarelado absorve a tinta. E também pode acontecer que com a primeira chuva, ou vento a pintura vai embora.
- o transito de veículos e a pista suja acaba com a pintura rapidamente.
- para pintar o asfalto é bom tomar cuidado com as concessionárias de pedágio que não irão gostar. Mesmo que você tenha autorização da policia pode estar afetando o domínio comercial do asfalto na via publica;
- para pintar o asfalto deve-se tomar cuidado para não ser atropelado!

Durante o brevet de 400 km deste ano pintei o asfalto no local do PC próximo a serra do Abranjo. O asfalto novo e o transito mais tranqüilo permitiram que a pintura durasse bastante tempo e fosse mais visível.
As duas experiências foram válidas.

Independente das durabilidade e visibilidade, o fato de pintar as setas na estrada, é no mínimo um grande trabalho da organização, no esforço de facilitar a vida para os ciclistas. Esforço este nem sempre reconhecido, mas isto já é outro assunto.

“Nós estaremos submetendo a sugestão a RUSA logo.”

Já que estou comentando sobre organização e comparando detalhes, na frase acima existe uma grande diferença entre a organização de lá e a daqui. Lá existe a RUSA, que é uma organização e demonstra ter alguma autoridade e alguma hierarquia que representa ser respeitada. Aqui, bom isto é algo mais complicado de analisar, melhor deixar para mais tarde.
O certo é que podemos aprender com as experiências dos outros.

Ass: Faccin

de Hallstead para Lamar - dia 2

Os ciclistas enfrentaram temperaturas mais baixas no início da manhã, por volta dos 40°F e algumas pancadas de chuva ao passarem pela região de Binghamton. Conforme os participantes direcionarem-se para sul e oeste, o tempo deverá melhorar- a previsão do tempo atual no local onde será o controle noturno (Lamar) é de sol e temperaturas amenas, por volta dos 50° F pela tarde.

Além do cansaço, eles terão pela frente diferenças de temperaturas. bota casaco, tira pernito, etc.

ps: não converti a temperatura, mas acho q 40 é em torno de 12-11graus Celsius.

vamos aguardar mais dados dos amigos Roger e Henrique para logo mais!

ass: Trevisan

Noticias enviadas por voluntário no Endless

Prezado Luiz Faccin,

Eu fui voluntário no controle de Hallstead ontem. Estava ansioso para conhecer os brasileiros Rogerio e Henrique. Inicialmente eu estava um pouco assustado, pois ouvi que o Henrique teve alguns problemas com a corrente da bicicleta. Os dois chegaram a 1:45 da manhã e saíram em torno das 4 da manhã. Conversei brevemente com ambos e apesar do pouco sono, eles estavam bem e prontos para o segundo dia. O tempo pela manhã não estava muito bom, uma combinação de frio e chuva. Mas a previsão para a tarde é melhor. Parece que vai dar até sol. Vamos torcer para que os dois continuem firme e fortes.

Quanto a mim, iniciei no ciclismo o ano passado e já fui de cara para esses eventos de longa distância. Esse ano completei o meu primeiro 1200K, o Shenandoah 2009. Dez dias depois fiz o Endless Mountains 1000K, que é muito semelhante ao trajeto que o Henrique e Rogerio estão fazendo. O primeiro dia é exatamente igual. No fim do ano estou voltando ao Brasil (Florianópolis) após 5 anos aqui estudando para o doutorado. Mal posso esperar para participar em eventos no Brasil.

Um abraço,
Juan

Voltar para o post:
Sétimo brasileiro a concluir um brevet de 1200 km

Endless Mountains Randonnée 1200k - informações parte II

O segundo dia inicia  com um terreno mais ameno, percorrendo a região fronteiriça com NY. Uma região bastante histórica e tradicional do EUA será percorrida.

Em seguida uma região de um cânion (Pine Creek Gorge) cercado por um riacho será escalada. Um trecho muito lindo, mas apresentando desafios aos ciclistas já cansados. Uma descida em caracol vem a seguir, mas logo os ciclistas enfrentaram a maior subida do dia ao entrarem na Floresta nacional da Pensilvânia.

A paisagem é realmente deslumbrante. Saindo da floresta, todos seguirão até a área da Universidade estadual para a segunda parada de controle noturna. Vamos aguardar mais notícias dos nosso amigos Roger Ban e henrique.


Canion Pine Creek Gorge

ass: Trevisan

Hallstead 208 milhas - primeira opção para dormir

Roger Ban e Henrique Caldas chegam em Hallstead, primeira opção de parada para dormir!
foram em torno de 333km em 21 horas. Sinal que a altimetria foi pesada para nossos amigos chegaram nesse controle.
Alguns ciclistas ja estão na estrada de novo, mas a maioria parou para descansar.



roger ban chegada no PC @ 01:15


 
Henrique chegada no PC @ 01:15

ass: Trevisan

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Brasileiros cruzam no Controle 4

AS informações são de hoje a tarde, mas só estou conseguindo postar agora a noite e até este momento, 22h, não tenho mais noticias dos brasileiros.

O Rogério Bernardes foi o ultimo a chegar no PC-4 em Barry às 16:04 da tarde de hoje.
O Henrique chegou um pouco antes às 15:45 possivelmente acompanhado por Noel Howes, Vicent Mouneke e Joseph Maurer

O Controle de Barry fica na milha 116 do brevet
A largada aconteceu às 4h.
Portanto os ciclistas percorreram 116 milhas em aproximadamente 12 horas.
116x1,609= 186,64km com uma média aproximada de 15,55 km/h.
Pode parecer pouco, mas devemos analisar a altimetria do percurso que não é nada fácil.
Baixe a altimetria no site: http://users.rcn.com/trosenbauer/PA1200K.html
Clicando em: Detailet Course Profile

Alguns ciclistas chegaram às 19:22 em Hallstead primeiro controle previsto com possibilidade de dormir, que fica na milha 207 do brevet (333 km em aproximadamente 15 horas) .

Vamos aguardar a chegada dos randonneurs brasileiros em Hallstead.

Ass: Faccin

Endless Mountain - #controle2

Vicent Muoneke, ciclista de Seattle logo na largada teve problemas com o movimento central da bike (bottom bracket). Os primeiros ciclistas chegaram no PC ás 6:02AM e os últimos as 6:55. Vicent estava atrasado pelo problema que teve. Parece que ele andou mexendo na bike antes da prova, resultando em um desajuste da peça. No post do

Fox Gap



Largada Endless Mountains

Quarenta e nove ciclistas largaram no Endless Mountain às 4h da manhã de hoje, entre eles os dois brasileiros.
O primeiro ciclista a ter problemas mecânicos, foi o Vincent Mouneke de Seattle, o mesmo que chegou junto com o Trevisan no Last Chance de 2008.

Ah! Teus amigos estão lá Trevisan!!

Palavras do organizador Tom Rosenbauer antes da largada:

“If I did my job correctly all I need to do is pass out the medals at the end to all the riders that finish.”

Se eu fiz o meu trabalho corretamente tudo o que me resta fazer é entregar as medalhas aos ciclistas que chegarem no final.

Comentário meu:
Viu como é fácil?

Estas horas os brasileiros devem estar enfrentando os “Apalaches”, melhor dizer, alguma das três escaladas nas montanhas Appalachian Trail.

Ass: Faccin

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Para acompanhar o Endless Mountains

Agenda
Terça
5:00PM - 9:00PM Bike Inspeção
Quarta
3:00AM Bike Inspeção
3:50AM Concentração
4:00AM Grupo A Largada
4:15AM Grupo B Largada
(93 hr. tempo limite)
Domingo
6-10AM refeição matinal pós brevet

Clima
Clarear do dia: 6:57AM –anoitecer: 6:44PM,
Lua Cheia dia 3 de outubro

Controle na largada
No Hotel local de largada e chegada será servido um café da manhã aproximadamente 1h antes da largada.

Controles para dormir e sincronismo
A fim limitar a quantidade de pedal na obscuridão, a rota foi projetada para dormir em hotéis no espaço aproximado de 220 milhas distantes em Halstead, em State College, e em Bosque do Pinho ( Pine Grove). Porque a rota é 40km a mais do que 1200km, o limite de tempo é 93 horas e uma média de 13.3 km/hr é usada para determinar o momento de fechamento para todos os controles. Este passeio mais lento permitirá uma partida mais atrasada dos controles com opção de dormir e talvez dar-lhe-á uma hora extra ou duas de sono nas primeiras noites,

Um único Bag Drop ( sacola) será transportado para cada ciclista em cada um dos controles de “sono”. A mesma sacola ( Bag) será transportada para cada uma das 3 noites. A sacola deve medir no máximo 28X12X12” e não pesando mais do que 20 libras. Quando o ciclista chegar no controle do hotel deve ir ao quarto do voluntário pegar a chave do quarto e a sua sacola. O número do quarto do voluntário estará fixado na mesa de registro. Quando estiver saindo o ciclista deve entregar a chave do quarto e a sacola no quarto do voluntário. A comida estará disponível no quarto do voluntário.
Seguir pedalando sem dormir nos controles não é recomendado, mas se o ciclista resolver fazer isto deve avisar a organização de seus planos.
Chuveiros estão disponíveis no hotel da chegada. Um buffet para depois da chegada está incluso no valor da inscrição.

Após o primeiro dia o controle de sono será em Hallstead;
O segundo controle de sono será no State College;
A terceiro controle de sono poderá ser em Pine Grove;
O quarto dia e a chegada será em Quakertown.

Assim já dá para imaginar o que os brasileiros terão que fazer, alem de pedalar é claro. Podemos saber um pouco do planejamento de cada um dos ciclistas.

Esta chegando a hora da largada!

Ass: Faccin

Endless Mountains Randonnée 1200k - informações parte I

O Endless Mountains Randonnée oferece um percurso desafiador pelo nordeste da Pensilvânia. O itinerário abrange uma imensa variedade de regiões geográficas, culminando nas Endless Mountains (Montanhas Sem Fim).

Espera-se que os ciclistas sejam auto-suficientes na habilidade em completar o desafio com o mínimo de apoio possível. Um detalhe é que eles são responsáveis em providenciar transporte alternativo, caso não consigam terminar o percurso.

O trajeto é circular (loop), iniciando em Quakertown, Pensilvânia. 
clique aqui e veja o trajeto: http://users.rcn.com/trosenbauer/PA1200K_A_Map.pdf


No primeiro dia há três desafios de escalada pelos Apalaches. Os ciclistas passarão por uma reserva, incluindo a estrada mais antiga dos Estados Unidos ainda em uso.

(..continua...) 


ass: Trevisan

Como se preparar para um 1200km

Pedalar um Brevet de 1200km em até 90 horas, o brevet dos brevets, é um pouco difícil, não acham?
E esse é o primeiro comentário que se escuta. - Poxa!! que distância hein!!

Posso afirmar, que distância é um pequeno detalhe. O que involve estar presente nesse desafio que, até hoje, é fora do Brasil, são muitos outros fatores. É preciso se preocupar, além da distância, também com:

  • a preparação (física, psicológica);
  • a alimentação e hidratação (que tipo de comida vai encontrar no caminho);
  • o estudo do trajéto (route map);
  • a região (altimetria, condições climáticas, cultura);
  • a comunicação (lingua);
  • a estratégia da prova (quantas possíveis paradas, paradas para alimentacao);
Um ciclista que tiver noção de cada 1 dos itens acima, provavelmente estará preparado para qualquer distância. E com certeza, esquecerá que é 1200km ou 2400km ou quem sabe até mais!

Ainda falando de preparação e de outras preocupações.
Percebam a seguinte situação:

Nos EUA, o medida de distância é em milhas. As cartas de rota, das provas nos EUA, geralmente são oferecidas em milhas e raramente com os Kms para os pontos principais (PCs chave).

Será preciso fazer uma conversão de milha para Km.

Estamos acostumados a raciocinar por exemplo:
"- eu vou parar a cada 80km para me alimentar!"
Isso da umas 3 horas de pedal, em média.
É muito facil pensar quando tempo vou levar para percorrer uma determinada distância sem muito esforço. Essa ação é praticamente automática para um ciclista de longa distância.

O precisaremos raciocinar, la fora:
"- Bom, mas a cada 3 horas de pedal eu vou pedalar quantas milhas???? putz... mais uma dificuldade.
vou ter que converter Km em milhas a cada planejamento durante a prova? quanto falta para o PC9???
- calcula calculca!! Xi, deu um nó, to muito cansado!!"


Para ajudar a pensar e resolver a equação:
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A Milha terrestre é uma unidade de medida de comprimento
definida pelo sistema imperial de medidas como sendo
o equivalente a 5 280 pés.
Para converter medidas de milhas para metros (Sistema International)
deve-se multiplicar o valor por 1 609,344 (número exato).
O símbolo da Milha terrestre é mi. (do inglês, mile).

Unidade Equivalência
1 milha (mi.) 1 609,344 metros (m)
-----------------------------------------

Minha cabeça vai estar a milhão, muito cansado eu nao estar raciocinando direito.

solução 1: ajustar o velocímentro para milhas. Só pensar em milhas com um tempo de antecedência;
solucão 2: comprar um velocímetro extra e usar cada um com uma marcação.

Eu, optei pela solução 2. Utilizei 2 velocímetros no Last Chance. As cartas de rota estavam todas com marcação em milhas e as placas das estradas também. Eliminei essa dificuldade assim, olhava pra um, analisava no mapa e pensava em Km.

no meu post (Apresentação sobre Last Chance 1200km - 2008) eu escrevi algumas coisas que planejei em torno destas questões com mais detalhes
:-)

até mais.

Trevisan

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Pré 1240km Montanhas sem Fim (Endless Mountains 1240k)




2 dias para o  início do brevet Endless Mountains 1240k. Imaginem o que passa pela cabeça dos ciclistas que vão ter 90 horas para percorrer 1240km. Eu sempre digo, cada prova tem seu sabor, seu momento. Mesmo os mais experientes ou, até mesmo, os que vao enfrentar pela primeira vez um brevet desse nível se preparam para essas 90 horas do seu jeito.

Quem está na prova? link dos inscritos: http://users.rcn.com/trosenbauer/EM1240Regs.pdf

Neste brevet, dos 52 inscritos 2 deles são brasileiros. O Rogério Bernardes, o Roger Ban, e o Henrique Caldas. Ambos, ciclistas de Brasília. Estaremos acompanhando cada pedalada deles e o desenrolar de toda a prova. publicando aqui no Blog, as informações.

Esse ano, tive a oportunidade de pedalar, nos  brevets da série de 2009, com o Roger Ban, nosso querido amigo de Brasilia, onde pude perceber sua capacidade de superar limites. Ciclista forte, com experiência suficiente e preparado para esse desafio. O Henrique, terá sua segunda participação num brevet de 1200km, onde já demonstra certo conhecimento para a prova.

Estamos na torcida por nossos amigos.

ass: Trevisan

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O Brasil no Endless Mountains 1200 km

Não é novidade para a muitos, mas o Rogério Bernardes estará
participando do Endless Mountains - 1240k, a partir
do próximo dia 30 na Pensilvania- EUA.

Você poderá acompanhar, como está se desenvolvendo
a prova, no link americano:http://em1240k.blogspot.com/
que contará com atualizações diárias, mas também estaremos
postando informações e comentários aqui no blog.
Eu e o Roberto Trevisan estaremos divulgando mais informações e detalhes do evento.
Já estamos torcendo por mais uma conquista brasileira.

Bos sorte "Ciclista Ninja" do brevet Farrapos.

Seguem as palavras do randonneur:

Agradeço a todos que tem acompanhado nossos pedais
e de diversas formas me auxiliado em prol deste desafio.
Não citarei nomes, enfim seria uma Looonnnga Lista. Sei
que será uma prova dura, mas estejam certos que darei o
meu máximo para trazer mais um brevet 1200 para nosso
país e principalmente compartilhar com a Nação Randoneira
este aprendizado .

Abraços Fraternais.

Roger Ban ( O Ban do Brasil)!


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Audax na Revista Vo2 Max

A edição deste mês da revista Vo2Max trás uma reportagem de 4 paginas sobre o brevet Farrapos 1000 km. Quem não tem a revista vai correndo para a banca comprar.
Quem quer assinar alguma revista de bike e está com duvidas, segue uma lista das reportagens sobre Audax que já foram publicadas na Revista Vo2Max, na minha opinião a melhor revista nacional de ciclismo.

Edição 05, fevereiro de 2006:
Paginas 58 a 60
Randonneurs
História do Audax, brevet 600 km de 2005, História da Rosane Gomes a Primeira Brasileira a concluir um brevet de 600 km, fotos e calendário.

Edição 07, abril de 2006
Audax Reune 110 ciclistas no RS= Brevet de 200 km de Santa Cruz do Sul do dia 19 de março de 2006.

Edição 08, Maio de 2006
Pagina 90
Audax tem Recorde= brevet de 200 e 300 km de Porto Alegre de 2006.

Edição 18, Março de 2007
Porque eu pedalo, citação na entrevista com Roberto Coelho.

Edição 24, setembro de 2007
Paginas 58 a 60
Paris Brest Paris 2007.

Edição 25, outubro de 2007
Paginas 30 a 33
Eurobike 2007, por Luiz Faccin, citação sobre Audax e o Paris Brest Paris.

Edição 27, Dezembro de 2007
Paginas 94 e 95
Porque eu pedalo, citação audax na entrevista com Poti Campos.

Edição 31, abril de 2008
Paginas 112 e 113
Pioneiro Por Acaso, entrevista com Kayo de Oliveira, primeiro brasileiro a concluir um brevet de 1200 km.

Edição 34, julho de 2008
Pagina 12
Carta de Luiz Faccin sobre Paris Brest Paris de 2007 e Tour de France 2008

Edição 37
Paginas 126 e 127
Roberto Trevisan no Colorado Last Chance 1200 km

Edição 43, abril de 2009
Pagina 16
Entre os Top 10 do Audax

Vamos torcer por mais conquistas brasileiras e novas reportagens sobre Audax/ Randonnée na revista.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Randonneur 5000 por 6 vezes

Veja no site dos organizadores do Estados Unidos a lista dos ciclistas locais que possuem a medalha de Randonneur 5000= Clique Aqui!

Observe o ciclista Deirdre Arscott, ele já foi Randonneur 5000 seis vezes.
O ciclista pode ser Randonneur 5000 uma vez a cada 4 anos.
Isto mostra o quanto a modalidade é mais organizada e desenvolvida na terra do Tio Sam.
6x4= 24 anos pedalando brevets
São, no mínimo, mais de 36000 quilometros pedalados em brevets.

Veja algumas informações:
Clique Aqui!

Observe os brevets pedalados por Ken Bonner

Estamos apenas tirando as rodas laterais da bicicleta e aprendendo a pedalar eventos de longa distancia.

domingo, 20 de setembro de 2009

Randonneur 5000 e a organização

Para conquistar a medalha de Randonneur 5000 o ciclista tem o prazo de 4 anos.
Um ciclista pode ter participado do seu primeiro brevet Randonneur do Clube Audax Paris agora no inicio de 2009. Em 2011 este ciclista poderá concluir o Paris Brest Paris e estar apto a enviar o pedido da medalha, contando com o saldo quilométrico acumulado nos brevets pedalados desde 2008.
Por exemplo: para completar o saldo quilométrico, o brevet 200 km, não homologado, de Lajeado em 2008, pode fazer falta para algum ciclista em 2011.
*Estou citando o exemplo do brevet de Lajeado, mas poderá acontecer com qualquer outro, melhor, com qualquer brevet não homologado.
*Lembro mais uma vez que a não homologação do brevet de Lajeado não é culpa do organizador.

Outra questão é a não divulgação das homologações que nem sempre estão disponível para consulta, ou são enviadas por e-mail para os participantes.
Com o advento da medalha de Randonneur 5000, a organização dos brevets no Brasil, terá que ser mais internacional e menos regional. Os “organizadores” devem ser mais organizados e as informações melhor divulgadas.

Pense no primeiro brevet que você pedalou. Agora procure o número da homologação deste brevet.

Alguns exemplos de desorganização:
Este blog:
alguns regulamentos do Audax Club Parisien só estão disponíveis aqui neste blog, mas deveriam estar disponíveis em um site organizado onde cada ciclista pudesse encontrar as informações básicas sobre os organizadores, estatísticas, regulamentos, homologações, calendário;

Calendário:
Com exceção do RS, neste ano de 2009, em todos os demais estados, tivemos brevets cancelados, ou com datas alteradas. Muitas destas alterações de datas aconteceu devido a um capricho do organizador. Brevets foram cancelados sem qualquer justificativa, ou mesmo com alguma desculpa esfarrapada em forma de justificativa.

Falta de conhecimento:
Por parte dos participantes, principalmente os novatos, é até normal. Por parte de pessoa que se diz organizadora de brevets, é imperdoável. Temos alguns organizadores que nem leram, ou entenderam, o regulamento.

Muitos dos problemas que eu aponto podem ser comuns mesmo nos brevets que eu organizo.
Não vou usar este espaço apenas para criticar, mas vou fazer também sugestões.

Estou inaugurando mais um marcador- organização e vou iniciar a postagem de informações e historias sobre a organização dos brevets.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Para ser Randonneur 5000

Não quero ser o único Randonneur 5000 brasileiro. A intenção sinalizada por outros ciclistas em conseguir este mesmo feito demonstra que esta medalha será importante não apenas para min, mas para a modalidade aqui no Brasil
Se não tivermos um primeiro Randonneur 5000 vai ser muito difícil termos outros, isto não depende apenas do ciclista, mas muito dos organizadores e do representante e correspondente ACP para o Brasil.
Antes de 2011Mais dois ciclistas podem ser Randonneur 5000 antes de 2011, o Erich Brack e o David Dewaelle pois já possuem o Paris Brest Paris. O David já tem uma Fleche e o Erich precisa a Fleche e também a série até 1000 km.
Em 2011
O ciclista Dacivaldo Silva Matos já possui uma Fleche Velócio, uma série até 1000 km e um saldo em brevets homologados que pode ser utilizados para pedir a medalha em 2011 logo após concluir o Paris Brest Paris.
Logo depois de 2011
Alguns ciclistas já tem alguns pré requisitos preenchidos para obter a medalha de Randonneur 5000. São eles:
Ciclistas que possuem o brevet 1000 km:

Ciclistas que possuem uma Fleche Velócio.

O ciclista para ser Randonneur 5000 tem que pedalar:
Um Paris Brest Paris =1227 km
Cinco mil km de saldo= 5000 km
Uma série até 1000 km= 2500 km
Uma fleche = 360 km
Total a pedalar= 9087 km

No meu caso já pedalei, nestes últimos 3 anos, mais de 9500 km e pode não ser o suficiente já que de nada adianta brevet pedalado que não é homologado.

sábado, 12 de setembro de 2009

Primeiro Randonneur 5000 brasileiro

Premier Randonneur 5000 Bresilien

A primeira vez que fiquei sabendo da medalha de Randonneur 5000 foi através do Bagatini, quando ainda em 2004, me disse que queria ser Randonneur 5000. Para isto me disse que pretendia pedalar o Paris Brest Paris 2007, mas o Bagatini é ½ louco e eu nem imaginava pedalar um brevet de 1200 km, muito menos ser um Randonneur 5000. Não dei seqüência para o assunto, o Bagatini devia estar delirando.
Em 2005 resolvi pedalar o Paris Brest Paris de 2007, neste ano, e também no ano de 2006, pedalei poucos brevets, mas não deixei de pedalar os brevets de 400 km e de aprender com as experiências.
Em 2007 pedalei vários brevets a fim de treinar para o grande desafio de 1200 km na França. O Paris Brest Paris levei a sério e quis completar pois provavelmente seria o único grande brevet que eu iria pedalar.
A organização dos brevets e leitura de relatos me ajudou muito porque pude aprender com os erros dos outros e não apenas com os meus.
Em 2008 não estava motivado para pedalar muitos brevets pois o meu grande objetivo eu já havia alcançado. Resolvi manter a minha meta de pedalar ao menos um brevet de 400 km por ano. Em julho deste ano, quando pedalava o brevet de 400 km de Curitiba, o David Dewaelle me falou que poderíamos conseguir a medalha de Randonneur 5000 pois havíamos conquistado o Paris Brest Paris 2007. Resolvi lutar por este titulo e aproveitar a oportunidade já que não sei se vou participar, ou concluir, um Paris Brest Paris novamente.
Em agosto de 2008 conclui o brevet de 600 km. Foi um brevet com poucos participantes e pedalado em grupo com o objetivo de classificar o Roberto Trevisan para o Colorado Last Chance 1200 km.
Resolvi fazer a tradução dos regulamentos e calculei as quilometragens e os brevets restantes para obter a medalha Randonneur 5000. Decidi pedalar todos os brevets necessários até o inicio de outubro de 2009 para poder enviar o pedido ainda em 2009.
São 4 anos para conquistar a medalha.
Poderia contar os brevets desde 2006, mas neste ano os únicos brevets homologados no RS foram o de 200 km de Lajeado, e o 200 km de Santa Cruz do Sul. O brevet de Santa Cruz do Sul eu organizei e não pedalei. O brevet de Lajeado eu pedalei, mas sem estar inscrito, perdi o prazo de inscrição, pois estava pensando em ajudar no primeiro brevet do Pedalajeado.
Iniciando em 2007 eu teria até 2011 para conseguir a todos os brevets, mas não queria ficar a vida inteira pedalando brevets com o objetivo de alcançar um objetivo. Este sentimento foi um reflexo da minha insatisfação com a desorganização da modalidade. O primeiro brevet que pedalei em 2007 foi o de 200 km de Ijui, mas este, também não foi homologado, porque o organizador não enviou os tempos para homologar. Este seria o primeiro brevet valendo para o Randonneur 5000, mas foi apenas mais um sem homologação. Organizei os brevets de 200 e 300 km em 2007, mas não pedalei nenhum destes. O primeiro brevet valendo para o Randonneur 5000 foi o brevet de 200 km de Lajeado 2007. Em 2007 pedalei 1900 km em brevets homologados e mais o Paris Brest Paris.

Para conseguir pedalar um brevet 1000 km e um Fleche Velócio, eu teria uma grande dificuldade, já que estes brevets nunca haviam sido organizados aqui no Brasil. Com certeza não teríamos nenhum organizador pensando em organizar um destes brevets. Traduzi mais regulamentos e marquei os brevets no calendário de 2009.
A minha insatisfação continuava e resolvi colocar em prática uma idéia antiga, organizar um verdadeiro AUDAX aqui no Brasil. Traduzi mais regulamentos e entrei em contato com a União dos Audax Franceses. Marquei 2 brevets Audax no calendário de 2009 da UAF. Teria a oportunidade de tentar fazer uma modalidade mais organizada e todos os ciclistas a oportunidade de conhecer algo novo.
No segundo semestre de 2008, resolvi pedalar os brevets de 400 e 600 km realizados em Porto Alegre. Precisava reduzir os 1400 km restantes para atingir os 5000 km de saldo. Estava desmotivado e mal de saúde. Acabei abandonando os 2 brevets também como forma de protesto, mas no brevet de 400 estava com ulcera no estomago e continuar poderia representar até mais risco.
Em 2008 pedalei 1700 km em brevet, mas para minha surpresa o brevet de 200 km de Lajeado não foi homologado. Desta vez o motivo é uma incógnita, provavelmente um extravio ou esquecimento do correspondente ACP para o Brasil. Tenho cópia do e-mail enviado com o arquivo anexo para ser homologado.
A sensação é que quanto mais eu pedalo, mais eu tenho que pedalar para conseguir apenas o que é o correto. Quanto mais eu ando, mais longe estou da chegada.
Então eu tinha: um Paris Brest Paris e 3400 km de saldo em brevets;
Então eu ainda precisava: um Fleche Velòcio, uma série de brevets até 1000 km ( 200, 300, 400, 600 e 1000) e mais 1600 km de brevets homologados.
Perdi peso, pedalei mais e cuidei de minha saúde. No final de novembro de 2008 completei o brevet de 200 km de Santa Cruz do Sul, brevet organizado pelo Marco Antonio Valim. Este brevet foi importante por ser o primeiro válido para a série de 2009, mas também porque pedalei bem e, juntamente com o Carlos Alfonso, fomos os primeiros a chegar. Ser o primeiro não é importante, mas apenas serviu para saber que estava melhor para enfrentar a seqüência de brevets de 2009. Outro motivo foi ser o primeiro brevet da série até 1000 km, na qual considerei todos os brevets do Santa Ciclismo de 2009. Sendo assim o meu saldo faltante continuava 1600 km.
Dia 10 de janeiro de 2009 organizei e pedalei o brevet de 300 km de Santa Cruz do Sul, mais um para a série até 1000 km.
Cada brevet merece um relato, mas pedalando tantos não sobra tempo para escrever.
Dia 08 de fevereiro pedalei o brevet de 200 km de Eldorado, desta vez usando bike com pinha fixa. Pedalei sem estar pensando na redução de saldo. Foi assim que fiz em todos os brevets, mas sempre lembrando que não podia deixar de completar nenhum dos brevets pedalados.
A seqüência de brevets foi grande e fiquei vários finais de semana longe de casa
Brevet 200 km-Ijui- 22-03-2009
Brevet 200 km- Criciúma- 29-03-2009. O Segundo utilizando bike com pinha fixa.
Brevet 200 km- Lajeado- 05-04-2009
Nos dias 10 e 11 de abril pedalamos o Fleche Velócio. Estava na equipe juntamente com o David Dewaelle, Roberto Trevisan, Vitor Matzembacher e Edimar da Silva. Pedalamos 385 km em um dos brevets mais legais do ano. Este foi outro brevet importante pois estava atingindo mais uma meta.
Continuando a maratona.
Brevet 200 km- Caxias do Sul- 18-04-2009
Brevet 300 km- Eldorado- 25-04-2009
Brevet 300 km- Caxias do Sul- 08-05-2009 Este foi outro brevet bem especial. Pedalei sem presa e conforme o Luis Lazary disse: “É a primeira vez que eu estou com o Faccin em um PC”. O meu objetivo era completar os 5000 km de saldo, mas também estava sentindo um pouco devido a quantidade de viagens e pedaladas. Foi bom completar este brevet e atingir mais uma meta. A minha mulher já estava chateada comigo e com as colegas de trabalho que perguntavam: Você tem certeza que o teu marido está mesmo pedalando durante todo este tempo? Quando cheguei em casa disse: “Agora soa faltam três!”. Nada muito animador se pensasse que faltavam 2000 km a serem pedalados no inverno. Ainda menos animador se eu pensasse que ainda tinha 3 brevets para organizar e que provavelmente estaria mais de 3 finais de semana longe de casa. O mais importante é que eu cheguei teoricamente a meta de 5000 km.
Eu tinha 5000 km de saldo, uma fleche velócio e um Paris Brest Paris.
Faltava apenas a série até 1000, ou seja os três brevets:
Brevet 400 km Santa Cruz do Sul- 23-05-2009 ( pedalado dia 16-05)
Brevet 600 km Santa Cruz do Sul-20-06-2009 (pedalado 06 e 07-06-09)
Brevet Farrapos 1000 km Santa Cruz do Sul 30-07-2009

Brevet de 400 km pedalei uma semana antes do brevet original com a companhia do Udo. Um brevet pedalado em um domingo muito frio e sem chuva. Trabalhei no sábado e também na segunda feira, mas sempre gosto de pedalar os brevets de 400 km e estava fisicamente muito bem. Durante a semana o meu sogro faleceu e no final de semana seguinte trabalhei na organização do brevet oficial. Fiquei arrasado e muito cansado.
O brevet de 400 também foi importante por ser o meu sétimo brevet de 400 km concluído.
Brevet de 600 km pedalamos nos dias 06 e 07 de junho, mais um final de semana de muito frio e sem chuva. Estava com uma virose e muito fraco. Este foi o brevet mais difícil do ano para min. Na chegada eu pensei que não seria possível pedalar 1000 km. Chegando em casa disse baixinho: só falta um! Só um, mas se não concluísse este, teria que, no próximo ano, pedalar novamente toda a série até 1000 km. Somente um, mas faltava organizar 2 brevets e resolvi pedalar o brevet de 1000 km no mesmo dia dos demais ciclistas.
O brevet de 600 também foi importante por ser o terceiro ano consecutivo em que conquisto este brevet e possivelmente a minha terceira medalha de Super Randonneur.
Brevet de 1000 km. Este eu escrevi um relato: Clique para ler.

Este brevet eu não podia desistir e estava motivado, isto foi importante.
Com a conquista do brevet 1000 eu conclui todos os brevets necessários para a conquista da medalha e placa de Randonneur 5000. Teoricamente sou o segundo brasileiro mais experiente em brevets Randonneurs Moundiax. O meu amigo Kayo de Oliveira vai continuar por algum tempo com este “titulo” de mais experiente. Agora sou o primeiro ciclista brasileiro a ter um brevet de 1200 e também um brevet de 1000 km e um fleche velócio. Teoricamente sou um Randonneur 5000.
Pedalei todos os brevets, mas ainda não sou o Primeiro Randonneur 5000 Brasileiro.
Para ser Randonneur 5000 eu preciso enviar o pedido da medalha.
Para enviar o pedido eu preciso dos números das homologações dos brevets que pedalei.
Faltam os números das homologações dos seguintes brevets:
Brevet Audax/ACP 200 km Eldorado- Soc. Audax Ciclismo- 08-02-2009
Brevet Audax/ACP 200 km-Bike Point- Criciúma- 29-03-2009
Brevet Audax/ACP 200 km-Ijui- 22-03-2009
Fleche Velócio Santa Ciclismo- 10 e 11 de Abril 2009- 385 km
Brevet Audax/ACP 200 km- Caxias do Sul- Bike Center- 18-04-2009
Brevet Audax/ACP 300 km- Eldorado- Soc. Audax Ciclismo - 25-04-2009
Brevet Audax/ACP 300 km- Caxias do Sul- Bike Center- 08-05-2009
Brevet Audax/ACP Farrapos 1000 km Santa Cruz do Sul 30-07-2009

Não economizei trabalho e nem vou economizar para obter a medalha e as homologações que ainda faltam. Ainda vou traduzir estes textos para francês.
O Bagatini não estava delirando.

Continua em breve.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Regulamento Randonneur 5000 traduzido!



O Clube Audax Paris criou em 1961 uma distinção a fim de recompensar os randonneurs que percorreram sobre suas provas uma distancia de 5000 kms.
Esta distinção se chama Randonneurs 5000. Ela é concretizada por uma medalha oferta gratuitamente, numerada por ordem de atribuição, gravada com o nome do candidato em grupos de mil ( milésimo ). O Numero (milésimo, a ordem de numeração) é aquele da data da ultima prova realizada para a sua obtenção.

Condição: Num prazo de quatro anos, dia por dia, entre a primeira e a última prova, o candidato Randonneur 5000 deve ter efetuado:
1-- A série dos Brevets de Randonneurs Mondiaux, ou seja : 200, 300, 400, 600, 1000 km
2- um PARIS-BREST-PARIS RANDONNEURS
3- uma prova FLECHE VELOCIO homologada (mínimo 3 ciclistas na largada e na chegada 360 km em 24 horas).
Para os Estrangeiros demasiado afastados da França uma prova similar à Fleche Vélocio é organizada, de acordo com o regulamento de esta aqui.( regulamento em separado!)
4- O saldo quilométrico para totalizar pelo menos os 5000 quilômetros pode ser obtido apenas sobre as provas seguintes:
- Brevets Randonneurs Mondiaux.
- - flèches de France sobre percurso clássico a condição de ser relaizada em categoria OR ( Ouro) ou Argente ( prata). A Flèche de DIEPPE não é valida (menos de 200 km)
- randonneurs Mondiaux 1200 km e mais (Brevets organizados nos paises estrangeiros e homologados pelo presidente dos Randonneurs Mondiaux). Em caso algum estes brevets podem substituir os brevets Randonneurs Mondiaux de 1000km;
- Flèche Vélocio homologada;
- Traces Vélocio homologada ( não é o caso aqui no Brasil);

Obtenção : Para obter esta medalha, o randonneur requerente deve enviar antes de 31 de outubro um boletim de pedido "RANDONNEURS 5000" corretamente preenchido, mencionando as provas dos brevets e os seus números de homologação, por correio ou por Internet. Este pedido pode ser feito nos anos de Paris Brest Paris.
Todo pedido deve ser acompanhada de um envelope formato 32/23 preenchido com o endereço do requerente e livre da tarifa carta 250 g. Para os Estrangeiros juntar-se a cupões resposta internacionais ( www.upu.int) carimbados pelo escritório emissor CEE: 8 Cupons – resto do mundo 9 cupons.

A medalha gravada, o diploma e a plaqueta correspondente da ACP, serão enviadas durante o curso do mês de janeiro da cada ano!

RESPONSABLE de l'ORGANISATION :
Geneviève FABUREL
2 rue des Aulnes
78920 ECQUEVILLY
tél. 01 34 75 98 57
genevieve.faburel@audax-club-parisien.com

Qualquer alteração ao presente regulamento pode ser introduzida apenas pela ACP que reserva-se o direito de indicar as modalidades.
Para todas as informações ou boletim de pedido juntar-se a um envelope carimbado e formulado ao vosso endereço. Obrigado.

Janeiro 2009

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Regulamento Randonneur 5000- Frances

SEgue abaixo o Regulamento Randonneur 5000 em frances de janeiro de 2009.
Fonte: Site Audax Club Parisien

REGLEMENT du RANDONNEUR 5000

L'AUDAX CLUB PARISIEN a créé en 1961 une distinction afin de récompenser les randonneurs qui ont parcouru sur ses épreuves une distance de 5000 kilomètres. Cette distinction se nomme "RANDONNEURS 5000". Elle est concrétisée par une médaille offerte gracieusement, numérotée par ordre d'attribution, gravée au nom du candidat et millésimée. Le millésime est celui de la date de la dernière épreuve réalisée pour son obtention :

CONDITION : Dans un délai de quatre ans jour pour jour entre la première et la dernière épreuve, le candidat au Randonneur 5000 doit avoir effectué :

- la série des Brevets de Randonneurs Mondiaux soit : 200, 300, 400, 600, 1000 km

- un PARIS-BREST-PARIS RANDONNEURS

- une FLECHE VELOCIO homologuée (minimum 3 machines au départ et à l'arrivée 360 km en 24 heures).

pour les Etrangers trop éloignés de la France une Flèche similaire à la Flèche Vélocio est organisée, selon le règlement de celle-ci

- le solde kilométrique pour totaliser au moins les 5000 kilomètres ne peut être obtenu que sur les épreuves suivantes:

- flèches de France sur parcours classique à condition d'être réalisées en catégorie OR ou ARGENT. La Flèche de DIEPPE n'est pas valable (moins de 200 km).

- Brevets Randonneurs Mondiaux.

- randonneurs Mondiaux 1200 km et plus (Brevets organisés dans les Pays Etrangers et homologués par le Président des Randonneurs Mondiaux). En aucun cas ces Brevets ne peuvent remplacer le Brevet de Randonneurs Mondiaux de 1000km.

- Flèche Vélocio ou Pascale homologuée.

- Trace Vélocio ou Pascale homologuée.

OBTENTION : Pour obtenir cette médaille, le randonneur concerné doit envoyer avant le 31 octobre un bulletin de demande "RANDONNEURS 5000" correctement rempli, mentionnant les épreuves de son brevet et leur numéro d'homologation, par courrier ou par internet. Cette demande peut être faite les années de Paris-Brest-Paris.

Toute demande devra être accompagnée d'une enveloppe format 32/23 libellée à l'adresse du demandeur et affranchie au tarif lettre 250 g. Pour les Etrangers joindre des coupons réponse internationaux (www.upu.int) tamponnés par le bureau émetteur CEE : 8 coupons - Reste du monde : 9 coupons.
La médaille gravée, le diplôme et la plaquette résultats de l' A.C.P seront retournés dans le courant du mois de Janvier de chaque année.

RESPONSABLE de l'ORGANISATION :

Geneviève FABUREL
2 rue des Aulnes
78920 ECQUEVILLY
tél. 01 34 75 98 57

genevieve.faburel@audax-club-parisien.com
Toute modification au présent règlement ne peut être apportée que par l'A.C.P. qui se réserve le droit d'en indiquer les modalités.

Pour tous renseignements ou bulletin de demande joindre une enveloppe timbrée et libellée à votre adresse. Merci.

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janvier 2009

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Relato Farrapos 1000 km- Luiz Faccin

O brevet 1000 km iniciou em julho de 2008 quando pedalava o brevet 400 km de Curitiba. O David Dewaelle me falou que poderíamos conseguir a medalha de Randonneur 5000 pois havíamos concluído o Paris Brest Paris 2007. Para isto precisávamos para isto também o brevet 1000 km.
Em outubro de 2008 fiz viagem de mais de 500 km de carro para vistoriar estradas e definir o percurso do brevet 1000 km.
Em janeiro de 2009, eu e o Udo, fomos a Canguçu ver o percurso recém inaugurado da RS-471.
Para pedalar o brevet 1000 km eu tinha um grande trabalho extra, organizar os brevets de 400, 600 e o próprio brevet 1000 km. A organização dos brevets roubou o meu tempo livre e treinei menos do que pretendia. Fiz uma boa base em 2009, pedalando 6 brevets de 200 km, 3 brevets de 300 km e ainda uma Fleche Velócio de 385 km.
O brevet de 400 pedalei adiantado uma semana antes do brevet original, poren em dia bem mais frio.
O brevet de 600 também pedalei em outra data e também com muito frio e para dificultar estava com uma virose que me deixou muito debilitado.
Dia 29
Sem muito sucesso eu tentei dormir até mais tarde na manhã deste dia e também tentei descansar após o almoço. Após a reunião técnica na noite deste dia eu ainda tinha muito o que fazer, mas precisava jantar. Eu, o Miguel e a Sandra fomos no restaurante Centenário, por lá estavam vários outros ciclistas de saída para o hotel para tentar algumas horas de descanso.
Depois da janta fui para casa. O material do brevet estava quase todo pronto,mas eu precisava tomar banho e organizar as minhas coisas para a pedalada. Muita coisa eu havia deixado no quarto do hotel, mas o material da bicicleta estava todo por conferir. Fui deitar apenas às 23:30 para tentar dormir até às 2:30. Estava preocupado com a organização do brevet e cheio de detalhes na cabeça. Provavelmente cochilei umas 2 vezes por alguns minutos, mas estava muito longe de descansar o que precisava. Às 2:30h levantei, vesti a roupa para pedalar, comi alguma coisa, coloquei a bike no carro, me despedi da esposa e fui para o hotel.
No hotel fui rápido, larguei as coisas, montei a bike, entreguei o material para o Miguel e coloquei o equipamento. Agora c’est comme as, que seja como tem que ser. Que Deus nos proteja e que ninguém se machuque gravemente no primeiro brevet 1000 km do Brasil.
Na hora da largada eu sai do hotel para a rua e estava bastante frio ( 2 graus). Eu estava bem protegido e usava: meias Assos Winter, cobre botas impermeável Thermo, calça de lycra, bermuda Assos, blusa Solo X-thermo, jaqueta inverno impermeável forrada Sport Full, touca solo embaixo do capacete, luva de plástico e luva forrada impermeável, alem de óculos, sapatilha, protetor solar, creme contra assaduras, protetor labial,... No alforje eu estava levando alguns itens para se o frio apertasse ainda mais, calça impermeável e mais um corta vento Wind Stopper Scott Gore. Na rua senti que mesmo com esta roupa eu sentia frio nos braços e peito. Abri o alforje e vesti também o corta vento Scott.
A largada foi realizada no posto de combustível ao lado do hotel para evitar barulho aos demais hospedes. Largada 3:30h em uma quinta feira gelada. Largamos sem muita afobação. No Distrito Industrial começou a se formar o pelotão da frente com mais de 10 ciclistas onde eu também estava. Andávamos a mais de 25 km/h, mas não muito mais do que 30 km/h, um ritmo bom. O frio depois de esquentar estava suportável. Em Rio Pardo o Rubens Gandolfi deixou cair a garrafa e eu aproveitei a oportunidade para urinar. O pelotão seguiu. Muito perigo em cima da ponte sobre o Rio Jacui ( 700 m) com movimento de veículos mesmo antes das 5h. No morro da antena, antes da fonte, alcancei o pelotão novamente. O Rubens ficou com mais alguém e o pelotão estava com uns 7 ciclistas. Em Pantano Grande entremos no freezer, estava muito úmido e o frio deixou o rosto dolorido, o verdadeiro frio de doer. Resolvemos não parar no PA- ( Ponto de Apoio) da Raabelândia e, para ganhar tempo, seguimos no asfalto novo, percurso mais longo. O termômetro que estava com o Miguel marcou zero grau. Depois de Pantano chegamos no trevo de acesso a cidade e avistamos dois ciclistas mais a frente. Era a dupla Zézo e Maico de Urussanga, SC. O Pexe aumentou o ritmo e foi atrás da dupla, deixando os demais. O pelotão estava mais disperso e realizamos um parada rápida. O Isac se enroscou com o Vitor e caiu o suporte de guidão da bike soltou e perdemos algum tempo ali. O pelotão se separou, pois com aquele frio não era possível ficar parado.
O dia foi clareando e chegamos no PA de Encruzilhada. Hora de comer para enfrentar os próximos 110 km. Massa, arroz e molho, mas e que molho, como disse o Claiton, molho de graxaim. Comer por necessidade e não por vontade. Não demoramos muito e seguimos. Os companheiro de pedalada e conversa foram trocando. Ao lado de Encruzilhada do Sul, nos locais mais altos do percurso, quando o sol já brilhava anunciando um bonito dia, começamos a avistar a geada. Uma geada realmente forte que congelou até as folhas mais altas e as pedras. Podíamos avistar algumas arvores isoladas no campo. O sol derreteu o gelo no campo amarelado, mas não na sombra e a imagem era muito bonita do campo amarelo iluminado pelo sol e as arvores com a sombra branca de geada.
A decida gelada de 4 km até o Arroio Peixoto, a igreja com a caixa d’água e ainda um local muito bom de pedalar, local quase plano em um percurso de aproximadamente 10 km com vista bonita para os dois lados. Decida do Abranjo de mais de 4 km, o rio Camaquã e o Bar do Neto, ponto de parada onde haviam alguns ciclistas.
Avistei a viatura da Policia Rodoviária Estadual e parei para conversar. Os policiais queriam tirar duvidas sobre o andamento dos ciclistas. Eu e o Isac ficamos por lá conversando por algum tempo enquanto eles verificavam os documentos vencidos de um caminhão. O pelotão de São Jerônimo tem mais de 1000 km de estradas sob sua jurisdição para fiscalizar e apenas uma viatura, mas estava lá para dar apoio aos ciclistas do brevet 1000 km. Muito obrigado e por favor, estes policiais merecem melhores condições de trabalho a viatura estava falhando!
Seguimos em um dos trechos mais cansativos do percurso até chegar na Coxilha do Fogo. O meu celular tocou e eu precisava atender, poderia ser o Miguel com alguma noticia ruim, ou sei lá, mas não era, UFA! Era o Leandro Bittar de revista Vo2max querendo saber informações sobre o brevet para colocar no site Prólogo, Segui pedalando e conversando. Pedi desculpa porque o nosso esquema de divulgação do brevet estava falhando. O Leandro ficou um pouco surpreso quando eu disse que estava pedalando o brevet no km 200. Descobriu que havia um organizador pedalante.
Chegamos no PC-1 depois das 13:30. Almocei muito e reabasteci a água. Segui com mais dois ciclistas. O retorno até o Rio Camaquã é mais fácil e o sol ajudava. Queria subir o Abranjo de dia e havia tempo para isto. No Bar do Neto havia uma turma parada por lá, resolvi seguir logo após uma rápida parada no asfalto para alongar. O Oswaldo vinha logo atrás e o Rogério Bernardes eu avistava mais a frente. Busquei o Rogerban no inicio da subida a subi conversando ( sozinho como ele mesmo disse em seu relato). No final da subida a noite estava chegando e paramos para alongar e colocar mais roupa. O Oswaldo nos alcançou e seguimos juntos por algum tempo até que fui me distanciando e segui sozinho por mais de 30 km até o próximo PA. Na subida um caminhão passa tirando fininho de min, com o pneu para dentro da linha branca. O acostamento é estreito e eu já estava com os pneus da bike quase no mato. Que motorista ........... Nas subidas próximo a Encruzilhada eu esquentei e estava feliz por que a noite não estar tão gelada. Cheguei o Posto Br ( PA) e o Miguel estava lá dizendo estar muito frio: “são 20 horas e já está apenas 3 graus”. E eu achando que estava melhor! Mais massa, arroz, molho e um copinho de café. Próxima parada em Pantano a 40 km de percurso fácil. Segui com o Cícero e o Trevisan.
Em Pantano Grande comi um pão e tomei 2 xícaras de café com medo de não dormir quando chegasse no hotel. Não senti sono, mas seguimos em um ritmo mais lento. Depois de Rio Pardo o Trevisan não estava bem e começou a reclamar do sono. Eu que incrivelmente estava quieto, comecei a conversar, bobagem é claro, para manter-lo acordado. O movimento da veículos é maior e cada vez que um veiculo vinha no mesmo sentido nosso precisávamos descer da pista para o acostamento. Em alguma destas descidas o Trevisan caiu, não se machucou, mas deixou cair um pouco da motivação que estava no bolso da camisa. O pedal estava lento e poderia ser melhor.
Chegamos no PC-2 aproximadamente às 2h. Pretendia dormir 3h no mínimo, mas perdi tempo, comendo, tomando banho- será mesmo que precisava?- escovando os dentes- coisa boa- e verificando detalhes da organização do brevet. O Edimar ( Graxa) havia desistido devido a um aro quebrado e estava no hotel, pedi para ele permanecer no hotel, controlando, ajudando a apoiando os ciclistas na saída e chegada nos PCs. Dei algumas orientações sobre o brevet e mostrei onde estava todo o material para os Pcs separado em caixas. Resumindo, dormi 2h e 30 minutos e acordei com dificuldade ás 5h. Tomei café e estava me preparando para sair e encontrei o Rodrigo Cortese, saímos juntos para a segunda etapa e o movimento na rodovia era grande. O acostamento como sempre, apesar do pedágio, muito ruim. Os motoristas, alguns mais educados, outros nem tanto. O Rodrigo andava na frente e eu atrás controlando no espelho- caminhão, desce! Carro, desce! Ônibus, desce!... O vento estava favorável e estávamos bem, mas não conseguíamos render muito devido às condições.
Em Candelária encontramos a Rosane Gomes, voluntária a torcedora controlando a apoiando os ciclistas. Depois realizamos uma parada rápida em frente ao Parque Witeck, local onde as obras na rodovia, e seguimos. O dia estava nublado, frio e o vento lateral tornava tudo difícil. Chegamos em Cachoeira do Sul e estava cansado. Paramos no posto de combustível para comer algo. Encontrei o ciclista local Marcelo Gazzaneo que passou por lá e perguntou: o que tu está fazendo aqui? E eu respondi: sabe que eu não sei! Ah! Lembrei, sofrendo um pouco, mas iremos sofrer mais para pedalar os 1000 km. Seguimos com o Cícero que estava passando.
Vento lateral e fome, mas chegamos no PC-3, são 8 pontos de controle, incluindo a chegada, andamos tanto e só tinha 3 carimbos no passaporte. O Pexe, Saul, Maico e Zezo estavam na nossa frente. Comer, comer, reabastecer a água e criar coragem para enfrentar o vento contra em uma reta de 47 km. Pretendia chegar de dia em Santa Cruz, mas esta etapa foi a mais difícil e demorou mais do que o esperado. Quase 3 horas para chegar em Pantano Grande. O Miguel estava por lá e fez algumas fotos e deu noticias dos demais ciclistas no brevet. Um senhor perguntou para o Rodrigo de onde estávamos vindo e ele, já sem muita paciência, começou a explicar a concluiu dizendo que faríamos 1000 km. O senhor olhou e disse: agora tu está me gozando, eu faço 1000 km de moto e fico cansado e tu me diz que vai fazer mil de bike? Eu disse para o Rodrigo: deixa, nem perde tempo explicando e vamos embora. Fizemos um lanche e saímos para mais 50 km até o pc-4 no hotel.
Novamente acostamento ruim e estrada com muito movimento de veículos. Os motoristas de caminhão não aceitam que o ciclista pedale em cima da linha branca. Fazem o ciclista sair, ou cruzam por cima, mesmo que não venha veiculo algum no sentido contrário. Este percurso é onde isto fica mais nítido e freqüente. O vento parou, sorte de quem estava atrás. Chegamos em Rio Pardo na tardinha de uma sexta feira. Que lugar horrível de pedalar neste horário. Na ponte sobre o Rio Jacui tivemos que parar para esperar os veículos, depois tivemos que andar contra mão, retornar, voltar para a mão certa, parar e descer da bike para nos manter vivos. No trevo um caminhão da empresa Cone Sul que transporta lixo nos ultrapassa a mais de 100 km/h ignorando os ciclistas, pedestres, demais veículos,.. Fiquei pensando: será que o tipo de carga tem alguma relação com a ignorância e prepotência do motorista? Caminhão boiadeiro, que transporta lixo e madeira não os piores, mas e os ônibus que transportam pessoas? Uma coisa é certa! A prepotência e ignorância do motorista tem relação com a ganância do dono da empresa que explora o serviço deste profissional que nem sempre é assim. Quando saímos do trecho de estrada com tachões no eixo da pista (a colocação destes tachões parece ser a maior obra da Concessionária Santa Cruz Rodovias) me senti mais aliviado. Perdemos mais de ½ hora para pedalar um percurso de pouco mais de 3 km, mas estou vivo para escrever este texto.
Em Santa Cruz do Sul passamos em frente a loja Faccin Bicicletas, loja apoiadora do brevet Farrapos 1000 km, e havia uma pequena torcida para nós, nem paramos e apenas gritei: 650 km! Chegamos no hotel com vontade de ficar para dormir, mas era muito cedo e queríamos cumprir o planejado, ou seja dormir no PC-5. Reabastecemos os estoques e seguimos. Antes de nós apenas o Pexe e o Saul haviam saído do PC-4. O Cícero resolveu dormir 1h antes de seguir. A dupla Maico e Zezo estava dormindo e pediu para serem acordados a ½ noite. Pensei: estes catarinas vão acabar ficando aqui e desistindo. Recebi noticias de outros desistentes: Erich, Érika e Oswaldo. A previsão era de chuva forte em todo estado, mas caramba! Está frio e ainda vai chover? Seguimos para jantar em Venâncio no restaurante Casa Cheia que atende até a ½ noite. Chegamos lá quase na hora de fechar e o restaurante estava vazio! Estávamos em 4 ciclistas: eu, Udo, Claiton e Rodrigo, mas o Rogério Bernardes chegou depois.No Restaurante ficamos um tempão conversando e rindo. O Carlos Calvete, mais um voluntário no brevet, também chegou por lá. Eu estava com fome, mas não conseguia comer e estava com dificuldade para mastigar e parecia estar cheio.
Saímos os 4 ciclistas e fomos juntos até o PC-5. O Rogério ficou por lá. A chuva ameaçava vir e não vinha. O asfalto até que estava molhado, mas ela não veio. Valeu São Pedro! A gente agradece, mas o Pexe não pode fazer o mesmo já que foi atingido por uma chuvarada, mas o Pexe é peixe!Estava frio, mas era suportável. O nosso ritmo era lento e o sono, mas que sono? Eu não sentia nada de sono, não dava muito tempo pois eu e o Rodrigo conversávamos besteira o tempo todo.
Antes de Lajeado encontramos o Pexe que já estava retornando do PC-5. Eu disse aos demais: vem comigo e confirma tudo o que eu disser. Fui contra mão e parei o Pexe: é o seguinte, você sabe a questão da distribuição das 10 medalhas ACP1000 km- agora mudou, a entrega vai ser por ordem de chegada dos ciclistas no brevet e vale tudo para garantir uma medalha destas. Então, como você está na frente e a gente não está entre os 10 primeiros ciclistas, nós iremos te tirar do brevet agora! O Udo disse que iríamos cortar os pneus de bike do Pexe e ele não sabia se ria, ou fugia. Depois de muita risada ficamos um tempo conversando e nem lembrava que estávamos no brevet Farrapos 1000 km.
Em Arroio do Meio tinha um bailão movimentado. Um Passat azul ( dos antigos) vinha rápido acelerado na contra mão e no acostamento, ou seja, em nossa direção. A adrenalina foi a mil e o susto foi muito grande. Não sabíamos para onde ir até que o desgraçado estacionou ao lado de outros carros, que alivio! As pernas cansadas estavam bambas. Uma mulher estava no centro da pista gritando: Seu desgraçado! Tu não me ama! Eu gastei dinheiro... Um caminhão vinha embalado na descida e a continuação da sena seria terrível, mas o motorista conseguiu frear a tempo de evitar o pior. Ufa!
Do restaurante Casa Cheia até o PC-5 são 70 km com varias subidas e levamos quase 4 h para fazer este percurso. Subida e mais subida, corpo dolorido, fome e chegamos às 4h no PC-5 do Hotel Hengu de Encantado, RS. O Daniel e o Henrique estavam lá. Acordamos o dono do hotel e pedimos a sopa. Cansado combinamos de dormir por 2 horas, sem banho para evitar perda de tempo. O dono do hotel começou a servir a sopa em um tacho grande, mais um, outro. Eu estava na sexta servida de sopa e disse: chega de trazer sopa senão a gente não vai ter tempo de dormir. Fomos dormir às 4:30h. Deitei com roupa, apenas tirei a sapatilha, meia e corta vento. Antes de dormir de dormir eliminei o peso dos intestinos.
Duas horas depois o telefone tocou. Eu deitei agora, deve estar errado! Que nada era 6:30h. Levantei logo e estranhei. Não sentia dor alguma, era como se eu tivesse tomado um potente remédio para a dor. Eliminei mais um pouco de peso, comi mais alguma coisa, reabasteci a água, paguei a conta.
Comi, dormi e eliminei peso= estou novo, ou quase!
Saímos gritando Arebaba! Arebaba! O Udo e Claiton já haviam saído. O meu telefone toca, era o Udo querendo saber se eu não tinha encontrado nada em cima da mesa na frente do PC que estava em frente ao hotel. Menos mal que não era nada pior. Cruzávamos pelos demais ciclistas que se dirigiam para o PC-5. Fiz a lista da ordem em que os 17 ciclistas estavam no brevet. Queria postar no blog estas informações. O dia estava bom e com nuvens e estava esquentando. Calculei o horário que chegaríamos no PC-6 novamente em Santa Cruz do Sul. Liguei para casa e falei com a minha esposa. Encomendei a massa para 2 ciclistas, mas não precisava fazer muito porque não queria sair muito pesado para a ultima etapa. Alcançamos o Udo e Claiton. O Udo levava uma sacola com bergamotas ( mexiricas ) pendurada no guidão e foi oferecendo para reduzir o peso. Não paramos no Restaurante Casa Cheia e seguimos para Santa Cruz.
No pedágio avisei os demais ciclistas e fui na frente abrindo caminho na pista exclusiva para motos. Coloquei os cones mais para o lado permitindo que os ciclistas cruzassem sem ser por cima dos tachões da pista. O funcionário do pedágio veio na minha direção, mas eu ignorei e continuei colocando os cones para o lado, ele não sabia o que fazer e nem o que dizer, nós seguimos.
Depois do pedágio encontramos o Rogério Giron Claumann ( Zézo) e o Maico Bez Birolo, os dois estavam retornando para casa e haviam parado para fazer algumas fotos dos ciclistas. Parei rapidamente, larguei a minha bike e falei: o que vocês estão fazendo aqui? Vocês merecem levar um tombo por terem desistido. Cheguei ao lado do Rogério e empurrei ele que não resistiu e caiu deitado na grama ao lado do acostamento. O Maico ria e não parava e eu disse: Você também. Empurrei ele já foi se largando para deitar no chão. Pior que não conseguia levantar de tanto rir. Acho que esperava encontrar um grupo de ciclistas muito cansados, mas teve uma surpresa com a minha brincadeira. Ficamos ali conversando algum tempo. O Miguel chegou por ali e fez algumas fotos do grupo.
Chegamos no Pc-6 próximo ao ½ dia. Troquei a blusa, reabasteci a água, esperei um pouco o Rodrigo e fomos almoçar lá em casa. Puder ver a família, almocei a ainda fiz uma postagem no blog.
Seguimos para a ultima etapa. O dia teve alguns momentos de sol e nublado, mas esquentou e estava abafado. No percurso até Pinheiral cruzamos por todos os demais ciclistas do brevet, entre eles estava a Lidiane que subia girando bem.
Na subida do Cerro da Boa Esperança senti muito calor. O Miguel nos alcançou e ficamos conversando por algum tempo enquanto ele fazia algumas filmagens. O vento estava fraco, mas contra. Na subida já não tínhamos a mesma força. Depois da ponta sobre a ferrovia encontramos o Pexe que já vinha retornando e queria completar o brevet ainda de dia. Algum tempo depois encontramos o Saul também retornando.
Eu e o Rodrigo, desde o PC-3 estávamos projetando o nosso horário de chegada. Apesar do ritmo lento na madrugada anterior, estávamos dentro do planejado. Pensamos em chegar ainda de dia ao PC-7 ( até 18h) e resolvemos não parar no Pesque e Pague Panorama. O Claiton estava por lá e também havia algum outro ciclista.. O percurso de Pinheiral até General Câmara tem mais subidas, mas acho que foi a primeira vez que notei isto pois nas pedaladas anteriores sempre estava mais descansado.
Enquanto pedalava, se não estava conversando eu pensava, deixava os pensamentos correrem soltos. Durante várias vezes pensei na conquista e de como seria receber a medalha de Randonneur 5000. Lembrei das palavras do David que disse ter lido que receber esta medalha é mais emocionante do que receber a medalha do Paris Brest Paris. Lembrei de todos os brevets pedalados desde 2004, das corridas de aventura, dos momentos difíceis e também dos bons momentos, mas do enorme trabalho que tive para chegar até aqui. Pensei nos poucos quilômetros que ainda restavam para concluir o brevet e me separavam desta medalha. Tentava planejar o futuro e pensava na organização de algum brevet Audax em 2010.
As forças estavam acabando e estava faltando energia. Comia alguma coisa do meu estoque, mas representava não fazer efeito. Chegamos no Pc-7 antes das 18h e ainda era dia, mas estava esfriando novamente. O PC estava muito legal com caminhão, mesa com toalha, frutas, sopa, café, cadeira de praia e lembrava um piquenique. O atendimento dos voluntários nota 11. Deu vontade de ficar ali conversando, mas a intenção era chegar antes da ½ noite.
Depois da sopa o rendimento melhorou e até o retorno ao Pesque e Pague o percurso mais fácil ajudou. Conversamos sobre o nosso tempo na chegada e decidimos completar o brevet em menos de 70h, mas poderíamos tentar completar em menos de 68 horas. Resolvemos tentar. Começamos a encontrar os demais ciclistas que seguiam para o PC-7. No escuro era difícil identificar cada um. Chegamos no Pesque e Pague e parei para conferir como estava a programação para os pratos de massa. O pessoal do PPP, sempre prestativo me avisou que estariam atendendo até a chegada do ultimo ciclista no retorno o que deveria ser depois de ½ noite. Acertei detalhe do pagamento e etc. O Rogério Bernardes estava lá, dormindo com a cabeça em cima da mesa. Acordei ele que me perguntou se o Isac e o Mogens já haviam passado. Seguimos e logo depois encontramos o Isac que disse ter abandonado o Mogens que estava muito lento e pediu para a gente conversar com ele e ver como estava pois havia caído um tombo. Disse para ele não se assustar que o Mogens estava acostumado a cair. Disse para o Isac seguir. Alguns metros depois encontramos o Mogens que vinha muito lento na subida, mas pedalando e disse estar bem.
Agora a única preocupação era chegar e a chuva que vinha chegando. O cerro da Boa Esperança subimos com dificuldade e descemos com cuidado. Quando chegamos em Pinheiral no km 1000 a chuva veio com força. Teoricamente já estávamos com o brevet de 1000 km, mas ainda faltavam 17 km até a chegada. Estava com a calça impermeável no alforje, mas nem quis parar para colocar. Descemos com cuidado e andamos rápido na cidade.
Chegamos no hotel às 23h e 29 minutos com o tempo de 67h e 59 minutos. Depois de guardar as bikes tentei ligar para a minha esposa que não atendia a ligação. Tomei banho e coloquei roupa seca e fiquei conversando com o Pexe e Edimar. Comi e tomei algo. O Giovane e família estavam no Hotel e saiu para levar o Claiton para casa logo após a sua chegada. Próximo a 1h eu consegui conversar com a mulher. Eu estava feliz por ter chegado, mas com sono e sem o carro. A chuva estava muito forte e resolvi dormir no hotel mesmo contra a vontade da esposa. Se acontecesse algo de imprevisto no brevet eu estaria em local melhor para poder ajudar.
Quando acordei fiquei sabendo que todos haviam chegado bem. Tomei café, peguei o carro e fui para casa, mas logo retornei para a premiação. Se conquistei alguma medalha ou brevet, a minha família tem uma boa parcela de méritos e provavelmente o meu filho seja o que mais tenha sofrido com isto.
Hora da premiação.
Ciclistas cansados, parentes amigos. Imprensa? TV? Radio? Claro que não, só se fosse campeonato de futebol, mesmo que da 4º divisão da liga citadina de futebol de várzea para veteranos. A imprensa não estava, mas este foi um trabalho que não tive tempo de fazer. Sempre preferi me preocupar com as muitas outras tarefas para se organizar um brevet, a imprensa ficou como se possível, mas teria e trabalho e disposição para conseguir uma reportagem na melhor revista especializada em ciclismo do Brasil. Lembram do telefonema que recebi antes de chegar no PC-1?
Todos os participantes do brevet 1000 já haviam pedalado também os brevets de 400 e 600 de Santa Cruz neste mesmo ano. Ao contrário dos brevets menores, quando o ciclista chega e quer pegar a medalha para sair correndo para casa, a partir do brevet de 400, eles aprenderam a aproveitar o momento de celebrar a vitória, ou seja, a cerimônia de premiação. Isto ficou mais evidente a partir do brevet de 400 km. Talvez porque eu tenha conduzido a cerimônia de forma mais descontraída e informal, por vezes até irônica, sempre que possível anunciando detalhes e curiosidades de cada participante. Vale lembrar que conheço todos e já pedalei com muitos deles.
No brevet Farrapos 1000 km todos os participantes brevetados e voluntários se conheciam dos brevets anteriores, nas mais do que isto, eram amigos e isto transformou os brevets em encontros muito agradáveis. Não sei se algum dia teremos outra oportunidade de ter um clima assim em outros brevets. A esperança é que este clima de amizade permaneça e que as experiências vividas na série até 1000 km do Santa Ciclismo sirvam de motivação e bagagem para conquistas maiores. Agora quando escrevo este texto, depois de ter participado do brevet Audax de 100 km de Santa Maria, afirmo que os ciclistas participantes do brevet 1000 km não são mais os mesmos, agora são muito mais amigos.
Na premiação eu não estava com pressa e ninguém parecia estar. Cada ciclista recebia a sua medalha e certificado, posava para as fotos e depois tinha que fazer algum discurso ou comentário sobre a sua participação. A premiação iniciou às 11h e só acabou depois das 14h. Alguns ciclistas estavam muito emocionados em seus discursos, inclusive eu. Alguns destes discursos podem ser vistos nos vídeos realizados e que foram colocados no You Tube ( Farrapos 1000 km).
Fui o ultimo a receber a minha medalha e fazer o meu discurso quando falei sobre a minha possível medalha de Randonneur 5000 e li o regulamento que havia traduzido ainda em 2008. Depois iniciamos uma conversa sobre a possibilidade de organizar um brevet de 1200 km aqui no Brasil e até hoje ainda não dei como encerrada a cerimônia de premiação do primeiro brevet de 1000 km do Brasil. Este brevet foi o mais longo evento ciclístico realizado de forma ininterrupta no Brasil no ano de 2009.
A premiação do brevet Farrapos 1000 km continua com a divulgação dos relatos, com a reportagem sobre o brevet na revista Vo2 Max, com as lembranças, vídeos e fotos, ....
Depois eu ainda tinha que guardar o material do brevet no hotel, recolher as minhas coisas no quarto etc.
Só cheguei em casa para almoçar depois das 16h

Luiz Maganini Faccin
Paris Brest Paris 2007
Fleche Velócio 2009
Serie até 1000 em 2009
5000 km em outros brevets pedalados desde 2007
Lutando por uma medalha Randonneur 5000 em 2009..


Frases do livro Tempestades e Calmarias
Diogo Guerreiro, Editora Marco Zero

Nossa mente nos leva por caminhos traiçoeiros, preguiçosos e comodistas. Foi preciso enfrentar verdadeiras dificuldades para perceber que a antiga situação não era tão ruim.

- Vocês devem sempre esperar por condições boas para decidir sobre a desistência. Quando o vento está forte e o dia está nublado e frio, ai é fácil desistir. Nas, prestem atenção, se mesmo com um dia bonito de sol e bons ventos vocês quiserem abandonar a viagem, então é porque realmente devem.

A inércia e o comodismo são os atributos que mais retardam a nossa evolução.

..., afinal, o que seria da viagem se não fosse a superação dos desafios?

Fiquei grato por ter sentido isso. Que vida maravilhosa podemos ter se nossos desafios são desejados.