sábado, 26 de janeiro de 2019

Pedal Caminhos do Chopp 2019

Inscrições em: https://www.bikedosul.com.br/evento?2%C2%BA%20Pedal%20MTB%20Caminhos%20do%20Chopp&id=34

Pedalar pelo interior dos Municípios de Vera Cruz e Santa Cruz do Sul, deparar-se com locais de natureza exuberante, com vista privilegiada, relaxando o corpo e a mente. Por fim, ainda degustar um bom chopp e confraternizar com a família e os amigos em um delicioso almoço. Este é o Caminhos do Chopp 2019.

Serão três trajetos:
1. O percurso mais leve e curto, aproximadamente 24km, com pouca altimetria, para quem curte um pedal mais tranquilo. Percurso com uma trilha.
2. Percurso médio, aproximadamente 44km, com altimetria um pouco maior (859m), para aqueles que gostam de desafios e muita adrenalina. Três trilhas.
3. Percurso longo, aproximadamente 54km, com altimetria mais elevada (1.200m), para aqueles que não tem medo de arriscar. Somente para os Fritz e Fridas mais fortes. Quatro trilhas.
* Trilhas inéditas.

Quando: 31/03/2019
Local: Ginásio Bom Jesus, Rua Amanda Fredrich, Vera Cruz - RS

Programação:
Café da manhã e entrega dos kits: das 6:00hs até 7:30hs
Largada: 7:45hs
Almoço: a partir das 13hs
Banda típica: no horário do almoço

Kit de ciclista:
- Vale Chopp
- Vale café da manhã
- Vale almoço
- 1 Placa para a Bike
- Cintas para placa
- Seguro

Premiação:
Medalha para todos os participantes que completarem a prova.

* Os 100 primeiros inscritos ganham, além do kit de ciclista, um caneco de acrílico e uma squeeze.

**Um barril de chopp da Heiligue de 20 litros será entregue ao maior grupo uniformizado pedalando no evento. Grupo deve estar presente no momento da entrega do prêmio.

Inscrições:
Valor: R$ 75,00 até dia 24/03/2019 no site e até 28/03/2019 na Luiz Faccin Bicicletas, Av. Deputado Euclides N. Kliemann, 544.
NÃO HAVERÁ INSCRIÇÕES NA HORA.
Site para inscrição: www.bikedosul.com.br

Estrutura:
- Pontos de hidratação com água e frutas
- Batedores de motos
- Carros de apoio
- Estacionamento gratuito.
- Banheiros masculinos e femininos com chuveiro
- Placas de orientação
- Ambulância
- Demarcação do percurso
- Fotos do evento gratuitas
- Seguro

OBRIGATÓRIO O USO DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA, PRINCIPALMENTE CAPACETE.
**Idade mínima para participação= 16 anos.

Organização:
Audax Santa Cruz
Apoio:
Prefeitura Municipal de Vera Cruz
Luiz Faccin Bicicletas
Soro Carniceria
Heilige

Muita Trilha












sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Além das ciclovias, opções para Santa Cruz do Sul


 
Objetivo deste texto é estimular o pensamento a respeito do transito e da cidade, sem intenção de ser conclusivo ou definitivo.

Consultar/ estabelecer e divulgar as regras para uso das ciclovias.
 
Quem e quando pode utilizar a ciclovia.
Pesquisar o Transporte Ativo
Legislação Municipal no Rio de JaneiroLei Nº 14.483, de 27 de DEZEMBRO de1995. REGULAMENTA A UTILIZAÇÃO DE CICLOVIAS E CICLOFAIXAS 
(http://transporteativo.org.br/ta/?page_id=384)

Pedestre caminhando= calçada
Corredor= ciclovia
Bike elétrica (homologada)= ciclovia
Skatista em movimento= ciclovia
Skatista e ciclista caminhando= calçada

·         Vai ser necessário investir em educação para o transito, inclusive dos ciclistas na ciclo faixa.

Ciclo faixa apenas para domingos e feriados, principalmente na área central da cidade quando o número de veículos estacionados é reduzido. Alguns exemplos são Porto Alegre, Curitiba, Garibaldi e Bento Gonçalves. Opção de utilização de corredores de ônibus e outros espaços públicos para esta finalidade;

Calçada compartilhada.
Onde não existe espaço para ciclovia/ ciclo faixa a calçada é dividida com uma linha longitudinal divisória do espaço reservado para pedestres e o definido para ciclistas. Utiliza espaço que já está disponível e nem sempre sendo utilizado.  Ver experiência negativa da ciclovia do lago dourado onde existe desrespeito de muitos ciclistas e também de pedestres;
Novamente lembrar da educação para o transito.

Parques e espaços público/ privados para o uso como ciclismo
Definição com regulamentação para uso de espaços por ciclistas. Exemplos são Campus UNISC, Parque da Gruta, Parque Europa;

Bicicletarios próximo a ciclovias, locais públicos
Instalação de mais bicicletarios e incentivar a instalação destes em empresas;

Ciclovias ligando cidades
Ciclovias de ligação entre as cidades de Santa Cruz do Sul, Vera Cruz e Sinimbu seria uma boa oportunidade de incentivar o uso da bicicleta, comercio no interior, Rota do Rio Pardinho e o turismo/ cultura local.

Incentivar o aluguel de bicicletas
Possibilitar que turistas e mesmo moradores locais possam utilizar a bicicleta como meio de transporte e ciclo turismo. 

Roteiros de Ciclo turismo regional
Criação de roteiro de ciclo turismo com mapa, indicações, opções de parada, aluguel de bicicletas e hospedagem para ciclistas e turistas que queiram conhecer as belezas da região com a uso da bicicleta. Vale lembrar que a bicicleta é com certeza um meio mais ecológico de transporte e que permite uma maior contato com a cultura local. Roteiros que conectem trechos de beleza natural cultural dos municípios próximos.

Para refletir

Ciclovia é um local seguro?
Ciclovia nem sempre é sinônimo de segurança. Atenção nas esquinas! A Falsa sensação de segurança, ou de estar em local seguro, pode levar ao descuido. Exemplos são alguns casos de atropelamento de ciclistas na ciclovia e inclusive ciclista colidindo com ciclista na ciclovia. Importante a observação do estado de manutenção e conservação das ciclovias, a inclinação falta de manutenção e limpeza e o uso de tinta escorregadia para a pintura de ciclovias é um agravante. Algumas vezes a ciclovia representa ser um espaço destinado a cavar buracos sem afetar o transito de veículos automotores.

Circulação de algum lugar até outro
Para ser uma opção de locomoção a ciclovia precisa ser opção de chegar algum lugar. Necessário interligar as ciclovias do Distrito Industrial com rua Barão do Arroio Grande, Paul Harris, UNISC, Rodoviária, Centro e Linha Santa Cruz;

Divisão do Espaço Publico
Dividir o espaço público em faixas, corredores de ônibus, estacionamento, calçadas, faixa da direita e esquerda. Sentimento de propriedade onde cada um é dono do seu espaço reservado em contra partida ao sentimento de compartilhamento onde todos usufruem o mesmo espaço. Opção de divisão/reserva do espaço deve chegar a falta deste espaço. A opção de compartilhamento só é possível com educação e respeito. Isto vale para outros setores da sociedade. 

Cidade planejada para todos
Só encontraremos exemplos em países de primeiro mundo. Na Alemanha por exemplo é possível encontrar locais onde estradas, pontes e viadutos foram planejados também para ciclistas e pedestres. Construção de viadutos, tuneis, faixas e passarelas que permitam o movimentação de ciclistas da mesma maneira do que os veículos movidos a motor em muitos casos sem um interferir na circulação do outro.
Aqui isto seria um sonho que implica em uma mudança de comportamento que precisa estar mais focado no bem público e não apenas na propriedade do espaço.
Utilizar o espaço público, sobre os arroios canalizados com recursos públicos, para a função pública com ciclovias e faixas para pedestres. 

O que falta para mais ciclovias

Levando-se em consideração que o custo para a construção de uma ciclofaixa/ ciclovia, se comparado a outras opções, é relativamente pequeno, o que falta para termos mais ciclovias?

Com vontade política e conhecimento;
limitações do espaço físico e da verba pública,
não serão impedimentos;

Escrito por Luiz Maganini Faccin
Santa Cruz do Sul, RS
Janeiro de 2019

domingo, 18 de novembro de 2018

Mtb Camp Vale Sagrado- Peru 2019

Oportunidade unica de conhecer a cultura e historia da região de Cusco com oportunidades exclusivas de convivência e visitas possíveis apenas com a bicicleta. Excelente grupo já confirmado para 2019 com algumas vagas disponíveis.

Assista o vídeo do MTB Camp Vale Sagrado2018

Programação/cronograma aproximado da viagem para o Ciclo Turismo Vale Sagrado 2019.

Sábado dia 14 de setembro=
3 horas da manhã no aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre
Voo para Lima após as 6 horas da manhã
Chegada no aeroporto em Cuzco após o ½ dia de sábado.
Deslocamento do aeroporto para hotel
Tarde livre em Cuzco.

Domingo dia 15 de setembro
Dia livre em Cuzco- caminhada para aclimatação e visitas ao centro histórico.

Segunda feira dia 16
Início ciclo turismo. Cusco em frente ao hotel.
Percurso previsto aproximadamente 70 km com paradas programadas e carros de apoio. Cuzco, Chinchero, Maras, Salina de Maras, trilhas, Urubamba, Misminay.
Pernoite em vila chamada Misminay, hospedagem familiar. Jantar incluso.

Terça feira dia 17
Segundo dia de Cicloturismo. Misminay, Urubamba, e final em Ollantaitambo.
Trem para Aguas Calientes
Hospedagem em Aguas Calientes

Quarta feira dia 18
Visita (opcional) a Machu Picchu
Hospedagem em Ollantaitambo

Quinta feira dia 19
Dia livre
Hospedagem programada em Cuzco
*Ver opções de passeios

Sexta feira dia 20
Dia livre
Hospedagem em Cuzco
*Ver opções de passeios

Sábado dia 21
Manhã livre em Cuzco
Aeroporto as 15 horas
Voo para Lima e após para Porto Alegre

Domingo dia 22
Chegada em porto Alegre na manhã de domingo.
*Opções de Passeios= Montanha Colorida, Pisac, Abra Malagra outros.


Relato MTB Camp Vale Sagrado Peru 2018


O que foi?

Pedal ciclo turístico realizado em dois dias;
Pernoite em acampamento.
Inicio na cidade de Cuzco e final na cidade de Ollantaitambo no Vale Sagrado Inca no Peru;
Programa inicial desta viagem e ciclo turismo=

    Inicio do ciclo turismo programado para às 8h em frente ao hotel. Descarregar bicicletas no reboque, definir bicicleta conforme altura do ciclista, regulagens, colocar coletes refletivos para uso urbano em Cuzco.

    Andamento nas ruas movimentadas do centro de Cuzco. Parada para fotos do grupo no centro histórico da cidade. Pedalar em outro país sempre é interessante. Observar o transito confuso,  movimento de pedestres e principalmente o comercio local e suas peculiaridades. Seguimos em grupo até a chegada no percurso de subidas onde as primeiras dificuldades são sentidas. A altitude faz diferença, mas é só ter paciência para seguir em ritmo lento e ir testando o próprio condicionamento e adaptação.  Paradas para reunir o grupo, paradas para fotos, paradas para tirar o corta vento. O clima em Cuzco sofre variações, pode estar quente com sol e logo mais uma nuvem de vento frio chegar, provavelmente depois de cruzar por algum pico nevado.  Foi a hora de aproveitar também as paradas para retocar o protetor solar, para aqueles que haviam esquecido. O sol é realmente abrasivo nestas regiões mais altas.

    Chegamos em ponto mais alto de Cuzco onde foi possível avistar a cidade de um lindo mirante. Final da subida principal e deixamos a estrada asfaltada para seguir por ruelas e estradas estreitas até atingir a estrada mais larga. Novamente subidas até chegarmos ao ponto  de maior altimetria do ciclo turismo. No ponto de 3850 metros realizamos mais uma parada para juntar o grupo e também para fotografar e bela vista das montanhas e da cidade de Cuzco lá em baixo. Os ciclistas que sentiram mais dificuldade foram de carona no carro de apoio. O Luis Leandro foi acompanhando os últimos ciclistas. Eu fique de responsável de guiar o grupo mais a frente, nem sempre tão a frente, pois também senti a altitude após aumentar o ritmo e aproveitei para realizar algumas fotos.

    Em um belo lugar, no ponto mais alto, ao lado de uma montanha com 4400 de altitude, iniciamos a descida e a diversão, quem pode aproveitou para colocar velocidade mais alta. Chegamos em alguns cruzamentos onde os carros de apoio estavam nos esperando para indicar o percurso correto. Ótimo acompanhamento da Inca Peru Travel. Em uma destas encruzilhadas   parei para ficar indicando o percurso correto aos demais ciclistas. Neste local havia uma senhora Inca (obs-1) sentada em um barranco e terra.
    Eu em silencio observando aquela senhora que me ignorava. Perguntei o que ela esperava? Autobus. Para onde iria? Cuzco. Pude entender um pouco da vida local. As mulheres produzem artesanato, cultivam alguma fruta, verdura. Com a produção nas costas devidamente presas em suas mantas 
pegam o ônibus para Cuzco para lá, em alguma calçada, vender seus produtos.  Fui um momento de contato com a cultura local que só foi possível  com a bicicleta.
Seguimos descendo e chegando em um lago, indescritível a beleza e a sensação de estar entrando em um cartão postal.

 Chegando neste lago para o primeiro ponto oficial de parada para lanche, fotos e apreciação da beleza da paisagem.  Uma lhama estava lá pastando no campo verde, parecia nos esperando para embelezar as fotos.

Seguimos novamente, agora em percurso plano costeando o lago. A chuva que se avistava na montanha chegou, a pressão atmosférica deve ter baixado, ou foi a alimentação, não sei exatamente, mas para vários ciclistas este foi o momento de maior dificuldade do percurso. 

A chuva chegou quando estávamos chegando a localidade de Chinchero. Cruzamos rapidamente a vila, sem prestar muita atenção a bela praça, mas com olhos vidrados na beleza das montanhas com picos nevados na linha do horizonte. Realizamos algumas paradas para foto e seguimos por uma estrada com muitas pedras e sem subidas.  Cruzamos por alguns povoados com chuva e frio.

Havia esquecido de pegar o meu corta vento, fiquei molhado com a chuva gelada, mas o frio não iria me tirar deste pedal. Longos trechos a descer, vento gelado , paisagens lindas e indescritível sensação de estar pedalando .
Realizamos uma parada para juntar o grupo para uma foto e seguimos, agora sem chuva, para o local da próxima parada a vila de Maras. Entrando na cidade parar par apreciar a paisagem e assistir a passagem dos ciclistas.
Maras é um ponto histórico onde realizamos outra parada para lanche. Após esta parada seguimos em direção as salinas. Percurso predominante a descer.  Entrada da trilha, ou seja, percurso de 9 km de uma competição de Downhill famosa no Peru. Parada para avisos ao grupo e iniciar o percurso mais emocionante do ciclo turismo. O percurso tem curvas, rampas suaves e principalmente serpenteia costeando a montanha. Emocionante, de um lado o barranco da montanha, do outro o penhasco, a frente o caminho e no horizonte as montanhas e picos nevados.

Chegamos a salina de Maras onde realizamos uma visita, muito interessante provar a água quente e extremamente salgada que brota de uma vertente para abastecer os tanques que irão secar surgindo o sal.

Logo após as salinas o percurso mais perigoso, alem de penhascos e declive acentuado algumas curvas perigosas. Fiquei realizando fotos até a passagem dos últimos ciclistas para depois descer com calma e cuidado, já que a minha bicicleta não era full e o banco estava acima do limite de altura. Nada que tirasse a emoção.
No final do percurso assistimos a descida dos últimos ciclistas e a apresentação de velocidade dos guias locais. Grupo reunido seguimos por mais alguns metros, travessia de ponte sobre o rio Urubamba e chegada no nosso local de acampamento.
Acampamento em um campo de futebol com barracas já prontas, local para banho gelado e barraca onde a nossa janta já estava sendo preparada. A noite tivemos ótima janta com apresentação artística, dança e diversão até aproximadamente às 21 horas. Na manhã da noite fria e chuvosa seguimos para o café e preparação de nosso reinicio do pedal.


Segundo dia de Pedal
Aparentemente  seria um pedal sem graça neste dia, iríamos pedalar costeando o rio. Seria um pedal sem graça talvez, mas se fosse realizado perto de casa, não no Vale Sagrado com trilhas estreitas ao lado do rio, passagem por pontes férreas, cruzar por murros de construção pré-inca, cruzar por arroio de águas geladas, estradas com lindas vistas de bicos nevados e também a passagem do trem que leva os turistas a Machu Picchu o que deu um charme especial ao nosso pedal.
Não fosse o vento contra inicial o pedal não teria dificuldades. Cruzamos por alguma ponte pencil até a chegada a Ollantaitambo por onde seguimos por pais um trecho até o retorno ao centro da vila histórica.
Final do ciclo turismo com muita alegria e confraternização com cerveja Cuzqueña.  Enquanto comemorávamos nossa chegada com abraços, fotos, um momento pitoresco quando um cortejo cruzou na praça onde estávamos. Cortejo com banda não estamos acostumados, triste aos familiares e amigos do falecido, mas muito interessante observar.
Após as despedidas, entrega das bicicletas seguimos de ônibus deixando a linda vila para trás para a nossa hospedagem em Urubamba.

O dia seguinte seria de visita a Machu Picchu. A programação da viagem com os opcionais seguiu, mas este relato é um pequeno resumo destes dois dias inesquecíveis.


Obs 1- neste texto utilizo a palavra  Inca para denominar  a mulher que esta vestindo roupas típicas e bem características do Peru.  

Outras informações
Percurso e evento inédito;
Ciclistas participantes 21, mais três guias locais e carros de apoio.
Organização Santa Trip, Vulcano, Inca Peru Travel, Bicitur Santa Cruz e Luiz Faccin Bicicletas.
Distancias= primeiro dia 68,5 km e segundo dia 39,5 km;
Altitude máxima durante o pedal 3850 metros;
Programação inicial foi divulgada neste blog= Confira Aqui.
Data= 29 e 30 de outubro de 2018.
Texto de Luiz M. Faccin