quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Relato brevet 200km Teutônia 2013



06 de out 2013.

A bike
Um senhor me fez uma proposta indecorosa, me ofereceu uma bicicleta velha enferrujada em troca de uma bicicleta nova.  Não foi um bom negocio, mas aceitei. Pensei em pintar a velha bike Sieger  com alguma cor  azul calcinha, ou verde abacate para uso urbano. Sempre pensei em fazer um brevet com alguma confortável bike aro 28, cano do selim deitado.  Sem tempo resolvi apenas deixar a bicicleta em pé, colocando corrente, manoplas e pneus novos. Saquei fora o freio dianteiro que não estava funcionando. 


Com a divulgação do brevet 200km de Teutônia pensei na possibilidade de usar a bike neste brevet. Só uma idéia, mas como pensava no futuro em fazer um uso urbano, resolvi fazer alguns testes do trabalho até em casa.
Foi preciso trocar alguns raios do aro dianteiro, mas nem era possível  centrar, pois a ferrugem estava grande. Também mandei fabricar um canote de selim 24mm mais longo de aço inox, assim ao menos poderia utilizar o selim na altura ideal. 
Montei Selim Brooks B-17 que usava em outra bike e fiz alguns percursos urbanos. Coloquei Wd-40 nas graxeiras dos rolamentos, o resultado foi um jato de algum liquido com ferrugem escorrendo. Foi preciso fazer uma lubrificação no cubo contra pedal e no eixo dianteiro. O torpedo estava ruim , quando não estava girando os pedais apresentava um atrito grande, ainda bem que sou acostumado com bike fixa. Descobri que a pintura em grande parte poderia ter o verde original recuperado com o uso de Bombril e polidor, mas não iria fazer um sacrilégio de estragar a originalidade da Brutosa. Coloquei uma câmara de ar reserva enrolada no canote de selim, pois este estava muito limpo contrastando com o restante da lata velha. Fui obrigado a colocar uma bolsa de selim, sem perder a originalidade, utilizando uma Brooks marrom, mesma cor da bike e selim.  Farol e luz traseira para uso noturno colocados.
Brutosa preparada, mas eu nada. Não estava pedalando nada e precisava fazer ao menos algum treino se pensasse em pedalar os 200km de Teutônia.  Sábado dia 28 de setembro fui fazer um giro noturno solitário. Sem ciclo computador, sem treino, sem estar acostumado com a bicicleta, pedalai 39km em 2h em um percurso plano. Os últimos quilômetros foram cruéis em um percurso de vento contra com subida e o pneu traseiro estava murcho. Eu sem saber  sentia a bicicleta grudada no chão pensando ser apenas o peso. Descobri o pneu furado quando murchou de vez, no exato momento em que a chuva começou. Que trabalho fazer a troca da câmara de ar do pneu traseiro em uma bicicleta com para lama, bagageiro, alavanca de torpedo. Resolvi voltar para casa enchendo o pneu a cada 500, 400, 300, 200, 100, 50 metros e por fim caminhando.
Fiquei sem andar com a Brutosa e cheio de dúvida e medo de tentar 200km com ela. O percurso de Teutônia teria ao menos uma subida forte, mas com isto não me preocupava pois caminhar não é o meu fraco. Na noite do dia 04 de outubro não estava certo com qual bike iria para Teutônia, mas coloquei um para barro no para lama traseiro e  selante nos pneus. Não queria correr o risco de não completar o brevet devido a algum pneu furado nos últimos quilômetros de um brevet em que possivelmente estaria atrasado.  Estava com receio de quebrar o garfo e o suporte de guidão, componentes fracos da Brutosa. As rodas enferrujadas e tortas não me preocupavam, só incomodavam.



Foi preciso um esquema especial para levar a bike no carro, sem precisar desmontar tudo. No último dia coloquei mais um acessório na bici, uma placa número 337 do emplacamento ano 1956. Veículos antigos merecem placas especiais.  Na bolsa do selim coloquei um suporte de guidão de reserva, vai que quebra?

Uniforme
Resolvi aproveitar o brevet em terras de origem  germânica para ir com traje típico germânico, para isto comprei um novo chapéu que pudesse dobrar para levar no bagageiro da Brutosa.  Como iria caminhar muito utilizei tênis Salomon preto. Como seria calor, substituindo as meias longas, utilizei pernito de compressão MC David branco, o que foi uma boa idéia.  Em baixo da tradicional calça preta com suspensório utilizei bermuda de ciclista. Em baixo da camisa manga longa utilizei uma camisa de ciclista do Teutônia Ciclismo. Estava com algum receio de passar frio nas primeiras horas da manhã.




Antes da largada
Fui no sábado a tarde a Teutônia  e pude aproveitar para fazer um turismo motorizado com a esposa até Colinas, Imigrante e Daltro Filho, foi muito bom conhecer o antigo Seminário e algumas estradas do percurso.

O Briefing no sábado foi super explicado e foi bom, pois ainda tinha dúvidas sobre o percurso.
Algum grupo chegou ao hotel ás 2:30 da madruga e ficou acordando a cidade até depois das 4h. No mínimo é uma falta de planejamento, pois se a idéia é descansar antes do brevet é melhor chegar para a largada e dormir no ônibus.
O ritual de preparação do randonneur ficou maior. Nos pés ainda utilizei vaselina para evitar atrito nas caminhadas. No corpo protetor solar. Nas partes intimas creme Chamois Adenosina.
Fui pedalando até o local da largada e já pude sentir a dificuldade na subida de chegada. O meu medo era a primeira etapa do brevet até a BR-386, nesta estrada tinha certeza que seria possível pedalar e depois que seria difícil. A descer também teria que frear para evitar a minha morte em caso de uma quebra do garfo.

 O brevet
Largada com banda de música e muitos ciclistas, parecia estar em um passeio ciclístico. Nas primeiras subidas já foi possível perceber como poderia ser difícil pedalar os 200km com bike pesada sem câmbios, mas no inicio tudo é festa.  

O meu planejamento era seguir o mais rápido possível sem cansar muito para ganhar um tempo que não tinha certeza que sobraria depois. Tinha certeza que o meu ritmo sem treino cairia muito no final do brevet e também que seria lento nas subidas caminhando.  Andando mais na frente também teria a oportunidade de ser ultrapassado e encontrar mais ciclistas durante o brevet.
O percurso de paralelepípedos foi tranqüilo e aproveitava para brincar com os demais ciclistas que seguiam lentamente. As subidas antes da chegada na BR 386 chegarem e foi preciso força e cuidado já que haviam muitos ciclistas na minha frente e precisava entrar nas rampas aproveitando o máximo do embalo do plano. Depois de embalado a bicicleta pesada aro 28 anda bem, mas até chegar a velocidade mais elevada é um sacrifício.  Algumas subidas fui obrigado a desembarcar da bike, mas cheguei ao PC-1 com menos de 1h e 30 minutos de prova. No PC -1 pude reabastecer os bolsos com banana e até ser entrevistado por alguém, quem sabe seria a Globo?
Sai do PC-1 acompanhado por alguns ciclistas conhecidos com os quais pude pedalar e conversar algum tempo, entre estes estavam o Tales e o Maiquel. Logo depois fomos alcançados por outros, entre estes o Padre e o pessoal do Salto do Jacui.  Conforme o previsto pude pedalar e ser ultrapassado por muitos ciclistas e também por isto este brevet foi muito especial porque pude rever velhos amigos, alguns que nem sei o nome e por isto não vou citar.
O percurso de BR-386 estava tranqüilo apesar de algumas subidinhas que sempre conseguia manter algum embalo. Algumas vezes ultrapassei alguns speedeiros. Não perdia a chance de brincar dizendo que, eu é que estava com uma bicicleta boa e forte ao invés destas fraquinhas de carbono. Era só brincadeira mesmo! Rápida parada para o Xixi e seguimos. Este foi outro ponto deste brevet, retirando as caminhadas necessárias nas subidas, que foram muitas, parei pouco.
Estrada e percurso até Colinas também não teve grande dificuldades. Em Colinas paramos no PA- ponto de apoio alimentar da prefeitura local, bolacha e sanduba. Uma foto histórica foi feita, possivelmente para algum comercial de Sex Shop de Teutônia.



O percurso entre Colinas e Imigrante não é difícil, mas tive que descer da Brutosa algumas vezes. O Maiquel seguia comigo e foi bom, pois seguimos conversando. Logo após Imigrante fomos ultrapassados pelo pelotão do Padre que seguia na frente. Tentei seguir no vácuo, mas o ritmo era um pouco forte preferi economizar a energia. Avisei o Maiquel que seguiria lento depois de Imigrante e ele seguiu na frente. Fiquei pedalando sozinho. Depois de Imigrante o percurso e lindo e já encontrava os ciclistas retornando do PC-2. Nas subidas muito inclinadas e a caminhada era mais difícil com o calor da camisa manga longa. Os ciclistas com bicicleta com tecnologias retornavam com muita velocidade, era possível escutar o som do atrito dos pneus no asfalto e o deslocamento de ar. Chegando perto do PC-2 já pensava no retorno e observada que possivelmente teria que caminhar também para retornar.
No PC ao lado da igreja estavam muitos ciclistas, alguns pareciam cansados. Lá tinha suco,  mais alguma coisa para comer e tentei não demorar muito apesar da conversa estar boa.



Chegando novamente em Imigrantes seguir a esquerda para o início da grande subida até o Muro de Berlim. Logo após a esquina tinha uma moça com uma mesinha servindo Frukito gelado e barra de cereal, uma  sena de PBP ( Paris Brest Paris). Foi impossível não lembrar sem sentir saudades dos franceses que ofereciam água, café e biscoito ao lado da estrada na França.   No inicio da subida uma placa de aclive acentuado e parei para fazer uma foto da Brutosa escorada na placa. 




Subida com caminhada e calor. Quando a brisa gelada chegava era um bom refresco. Em um momento senti os batimentos cardíacos e lembrei de beber mais água do reservatório que levava nas costas, muito bom e muito importante neste momento. Caminhava conversando com outros ciclistas. Alguns ciclistas passaram pedalando, outros paravam ou reiniciavam a pedalada. Um ciclista passa correndo ( Luis Freitas) perguntei se ele subiria tudo correndo e ele me responde: “sim já corri 18 maratonas”.  O cara seguiu e sumiu a frente correndo. Me senti fraco como caminhante. O bom é cada pessoa poder usar as habilidades e treinamentos que tem, no momento que mais convém.  Não observei o meu tempo de subida, mas não parei.
Chegamos no Muro de Berlim. Lá, bem na frente do cemitério, tinha mais uma festinha regada a Picolé Energético Sorvebom. O picolé estava bom, mas bom também foi sentir a animação do proprietário da empresa recebendo os participantes, tem coisas que não tem preço, o picolé deve ter, mas aquele era gratuito.



Rota do Sol, no horário do ½ dia com sol. Subidas, mais subidas. A energia do picolé não durou muito, pois o desgaste tinha sido grande. Não olhava o horário. A Intenção era chegar no restaurante Bolsoi, PC-3 e km 112 do brevet, antes das 14h. Fui ficando sem energia e o esforço era grande, até pensei em parar para degustar o salgadinho que estava na mochila, mas estava esperando um prata de massa e a Malzbier no almoço. Devorei os mandolates e bebi mais água com isotônico.  Pedalei com alguns outros ciclistas e ultrapassei alguns que estavam mais fracos do que eu.  Caminhei em muitas subidas e estava sem força suficiente para girar mais rapidamente os aros 28. Contava os quilômetros perguntando a distancia pedalada por outros ciclistas que me ultrapassavam a subir. 


Finalmente cheguei a PC_3 . logo avistei o carro do Moacir Dal Castel que estava estacionado por lá. Fiquei contente em ver que ele, a convite do padre, estava presente por lá. Carimbei o passaporte e fui procurar algum local para estacionar a Brutosa. Muitos ciclistas estavam por lá e me senti melhor ao ver que cheguei por lá ás 12: 40. Estava com alguma folga no horário. Encontrei o Moacir, ou melhor, ele veio me encontrar e fazer algumas fotos. Me apresentou a esposa que me ajudou a tomar a Malzbier.  Almoçamos juntos. O Padre estava por lá a fizemos uma foto. Foi muito bom encontrar estes amigos. Encontrei o Maiquel e reiniciamos a pedalada juntos. Logo alcançados um casal/ dupla de amigos, de Passo Fundo. A mulher disse que tinha ficado ½ chateada quando tinha visto que eu estava na frente deles lá no retorno do PC-2, mas agora estávamos juntos. Seguimos algum tempo quase juntos, A subir ultrapassávamos e a descer eles seguiam mais rápido. Seguíamos brincando a cada encontro.


Em Boa Vista do Sul observava o asfalto de boa qualidade e os declives pensando na possibilidade de descer por ali de skate. Chegamos na Rota do Sol novamente e de cara já precisei desembarcar da Brutosa na subida. Mais algumas subidas longas de difíceis até chegar a descida de serra. A serra fui obrigado a frear. Alem de alguns buracos eu tinha medo do garfo que ficava trepidando devido ao aro dianteiro muito torto.
Wetsfalia, entrada para Teutônia, mais subidas apenas para lembrar que não estava fácil e o final do brevet não estava tão pertinho ainda. A massa e a Malzbier do almoço estava pesando. Eu cuidava a direção do vento e previa vento contra do PC-4 até o PC-5. Neste trecho o andamento foi bom. Chegamos no PC-4 e foi fazer uma visita ao WC, reabastecer a água, comer mais banana.
Pronto agora faltava pouco, 38 + 16km. Pouco talvez para quem estava com bike boa. Logo no inicio da Linha Lenz foi possível notar o vento e as subidas, geralmente curtas, mas com boa inclinação. Neste trecho encontramos alguns ciclistas de Bagé, Heron e Pedro  Regert que depois seguiram mais a frente. Alcancei um casal de Teutônia que seguia caminhando na subida. A mulher me disse que só tinha mais uma subida até Languiru e depois mais uma até o PC-5. Eu respondi: não acredito neste pessoal de Teutônia, me disseram que este trecho era fácil! Ela respondeu, pode acreditar, nós somos iniciantes. A ciclista me perguntou o que precisava para pedalar 200km com uma bike destas? Eu respondi: 1- gostar de sofrer. 2- estar acostumado a sofrer. O ciclista não me deixou dizer o 3 e me disse: e ter completado o PBP 2007. Respondi: ter experiência ajuda muito, mas cada brevet tem as suas dificuldades.
Fiquei para trás e sozinho depois de resolver passar o no Hotel para visitar a esposa que não estava lá, perdi tempo e ganhei 3 quadras a mais de caminhada. O percurso até Poço das Antas é bonito e não tem grandes subidas, mas cada uma, mesmo fraca, se transformava em um sacrifício pois o vento contra não me deixava embalar. Estava sentindo a falta de energia e chegar ao PC-5 foi o trecho mais difícil. Lá devorei a salada de frutas e comi dois pasteis. Bebi mais um suco e  reabasteci a água.
O pessoal do fundão- turma do final do brevet estava me alcançando. A minha estratégia de aproveitar o tempo no inicio do brevet foi correta, pois agora tinha um tempo de sobra para os último trecho.
Trecho final foi mais fácil. Alcancei a minha amiga de Passo Fundo ( não sei o nome) que havia perdido o companheiro de pedalada depois que ele teve o quinto pneu furado. Não furei nenhum da Brutosa! Ahãn, ou é sorte, ou o selante funciona! Logo depois encontramos um grupos de mais três ciclistas, algum pelotão exclusivo para mulheres? Ultrapassei e aumentei o ritmo já que havia conseguido embalar a bike. Uma das ciclistas me alcançou para visualizar melhor a minha bike. Segui sozinho e andando bem com vento favorável. Não estava mal, mas o brevet não tinha sido fácil devido ao vento, subidas, bike e falta de treino. Neste ultimo trecho pude aumentar a força no guidão, pois se por acaso o suporte quebrasse eu tinha um tempinho de sobra para fazer a troca, ou caminhar até a chegada. 


Ultima subida antes do hotel fiz um zigue zague. Em frente ao hotel a local de chegada a rua estava trancada com carros que estavam deixando o hotel, ou carregando bicicletas. Tive dificuldade de encontrar o local correto da chegada, mas cheguei em algum horário antes das 19h. Não brinquei e não sobrou muito tempo para o final do brevet. A minha esposa estava lá,  Moacir estava por lá também. Na chegada pretendia fazer uma foto antiga extra com a bicicleta que pedalei o brevet, mas foram tantas fotos na premiação que preferi aproveita o café colonial que estava muito bom.



Depois do café ainda precisei pedalar mais um pouco até o hotel onde estava o carro.
Foi um brevet muito bem organizado, foi muito bom pedalar com uma bicicleta antiga e velha, vestido de traje típico, foi divertido. Fiquei com vontade de aproveitar mais este percurso com a minha bicicleta de longa distancia, ou até com a fixa. O Udo completou o brevet com uma Barra Forte e o Nicolas com uma bike fixa. 

Luiz M. Faccin
Out 2013.



5 comentários:

Moacir S Dal Castel disse...

GIGIO, FANTÁSTICO em tudo. Primeiro pela coragem em enfrentar 200km neste teu “trambolho” que agora depois de tudo, depois da fama, virou “BRUTOSA”. Segundo por esta tua memória em relatar todos estes detalhes, sem nada ter sido anotado em seu diário de bordo, pois não tinhas o copiloto. Isso é o que chamamos de memória de elefante. Ao ler este teu relato, entendi perfeitamente o teu estado de exaustão quando estávamos saboreando o café colonial. Quero cumprimentar a tua Maristela, que com certeza te deu muito apoio para esta tua proeza.

aro 26 disse...

o mais importante é a peça que vai encima do selim.

Carlos Polesello disse...

Acho que pra ti pedalar "normal" perdeu a graça. Monareta, barra forte, fixa, sucatão e outras "coisas" de duas rodas já não tem mais graça. Quem sabe agora um triciclo, ou uma aro 10, 14 ou 16, sei lá... alguma coisa fora do contexto de normal....!
Abs: Carlos Polesello.

Luiz M. Faccin disse...

Oi Carlos
Já pensamos em fazer com uma aro 16 que poderia ser rebocada por uma Monareta, mas desistimos da ideia, pois depois de alguns testes pareceu muito difícil, mas não impossível. Não é o fora do normal que é melhor, o melhor é o mais divertido

Cesare Augusto Migliorelli disse...

Parabéns pela aventura, e pelo relato, eu depois de 30 anos sem pedalar enfrentei 78kms de Americana a São Pedro-SP, com pouqu[issimo treino, pedalava uns 20kms 2x por semana um mês antes de cicloviajar. Sei muito bem o que é isso, pelo menos acho que tenho uma boa idéia...Mas nós, descendentes de italianos temos a cabeça muito dura, e não desistimos de um bom desafio, e de uma boa diversão!
Abraço.
Cesare A. Migliorelli